Com a liberação da propaganda eleitoral, a campanha em todo o Paraná deve começar a fazer parte do dia-a- dia do noticiário e do eleitor. Em todo o Estado, 6,6 milhões de eleitores, quase 30% a mais que em 1990, vão às urnas em 1º de outubro, em 399 municípios. Apesar da permissão da Legislação Eleitoral, os partidos e coligações, deverão esperar para o próximo mês para colocar cabos eleitorais nas ruas em busca do voto do eleitor. As atribulações provocadas pelo registro de candidatos nos últimos dias, além da falta de dinheiro estão entre os argumentos de coordenadores e dirigentes de partidos para deixar que a corrida eleitoral só esquente efetivamente a partir de meados de agosto.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão só começará a ser transmitido no dia 15 de agosto. A propaganda prossegue depois até o dia 28 de setembro. Até lá, a maioria dos candidatos pretende manter o bolso fechado. A estratégia é economizar ao máximo neste início de campanha, guardando recursos e ‘‘munição’’ para quando o eleitor estiver mais envolvido e interessado em discutir a sucessão municipal.
‘‘Vamos começar a produzir nosso material de campanha daqui a 15 ou 20 dias’’, informou ontem o coordenador da campanha do PFL em Curitiba, Marcos Isfer. Um dos assessores do PMDB disse que o partido vai trabalhar com ‘‘parcos recursos’’. ‘‘O que faltar em dinheiro vai sobrar em garra para que possamos passar para o segundo turno’’, apostou.
Como a partir de hoje também está liberado – somente entre as 8 horas e 22 horas – a utilização de equipamentos de som nas sedes dos partidos e em veículos – o PMDB vai utilizar o seu caminhão para divulgar o nome e o número de seu candidato em Curitiba. Serão percorridos os principais bairros e o centro da capital.
Consultados pela Folha, os dirigentes dos demais partidos com candidatos a prefeito na cidade confirmaram que, somente a partir do começo do horário gratuito, é que a campanha deve mesmo invadir as ruas.
Os eleitores que se sentirem prejudicados por abusos cometidos pelas propagandas de candidatos podem denunciá-los aos cartórios eleitorais de suas cidades.
No primeiro pleito onde o prefeito poderá concorrer à reeleição, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) designou, somente em Curitiba, duas zonas eleitorais específicas para fiscalizar a propaganda de rua (cartazes, placas, faixas, pichações em muros, paredes, etc) e nos meios de comunicação.
As reclamações sobre irregularidades devem ser enviadas por escrito para a 145ª Zona Eleitoral (responsável por fiscalizar a propaganda de rua e na Internet) e para a 2ª Zona Eleitoral (que fará a fiscalização da propaganda no rádio, na televisão e nos jornais).
‘‘Para evitar problemas, os candidatos devem sempre consultar os donos de terrenos ou muros, antes de aplicar qualquer tipo de publicidade’’, avisa a secretária judiciária do TRE do Paraná, Ana Flora França.
As multas previstas para os candidatos que tiverem irregularidades comprovadas variam de 5 mil a 20 mil Ufirs. Uma das novidades na eleição deste ano é que as placas para propaganda (mesmo que não tenham destinação comercial) com tamanho superior a 20 metros quadrados estão sujeitas a registro e sorteio entre os candidatos.
‘‘Temos que garantir as mesmas oportunidades de exposição entre os candidatos’’, salientou Ana Flora. Na segunda-feira o TRE e os cartórios eleitorais do interior do Estado vão fazer o sorteio entre os partidos para a utilização de outdoors, nas cidades onde existem este tipo de publicidade.
Os ‘nanicos’ PRTB e PSTU são as únicas novidades na diputa pela prefeitura de Curitiba. Com o pedido de registro de nomes de dois partidos, a capital pode ter sete candidatos a prefeito na eleição de 1º de outubro: Ângelo Vanhoni (PT), Cassio Taniguchi (PFL), Diego Sturdze (PSTU), Eduardo Requião (PDT), Jamil Nakad (PRTB), Luiz Forte Netto (PSDB) e Maurício Requião (PMDB). Ontem, no último dia do prazo para registrar candidaturas, foram protocolados os nomes de 679 pessoas para a disputa da Câmara de Vereadores.

mockup