No Norte, punição é afastamento
Funcionária pública de Santo Antônio da Platina acusa a administração municipal de perseguir funcionários de oposição. A Secretaria de Administração da prefeitura nega as acusações. A bibliotecária Magda Heliana Mendes garante que está afastada do cargo há 30 dias, depois de ter manifestado sua intenção de voto contra o prefeito reeleito Flávio Mayorki (PSDB) durante a campanha eleitoral.
A perseguição política teria começado com a divulgação do resultado das eleições. No primeiro dia de expediente após as eleições recebi a notificação de afastamento sem justificativa, a única informação é de que havia feito campanha para o candidato derrotado, desabafou Magda.
Magda Heliana é concursada e trabalha há 20 anos na Prefeitura de Santo Antônio da Platina na função de bibliotecária. Ela foi afastada por 60 dias através da portaria 202/2000 da prefeitura. A administração municipal instalou uma sindicância contra a funcionária. Ela comenta que tudo faz parte do processo de perseguição, mas disse que está tranquila porque não cometeu nenhuma irregularidade. Vou ajuizar uma ação de perdas e danos e acionar judicialmente a prefeitura, ameaçou.
Outra funcionária prejudicada é a professora e ex-secretária de Educação na gestão do candidato de oposição ao prefeito, Ana Maria do Prado Valdivieso. Ela também foi comunicada da intenção da prefeitura em colocá-la à disposição do Estado.
A funcionária trabalha na Escola Municipal Hercílio Custódio, no Bairro Colorado e, disse que recebeu a informação do Núcleo Regional de Ensino de Jacarezinho. Ana Maria é funcionária pública estadual, à disposição da prefeitura, e diz que não vai se afastar enquanto não receber um comunicado oficial da prefeitura. Quero ver quais as justificativas, porque faltam professores na rede pública e o desligamento prejudica o desempenho da escola. Atualmente cerca de 45 professores estaduais prestam serviços nas escolas municipais.
A Secretaria Municipal de Administração Katia Luciane Ambrósio Cardoso de Santo Antônio da Platina informou que as medidas não foram motivadas por problemas políticos e que a decisão de colocar a professora Ana Maria Valdivieso à disposição do Estado e de afastar a bibliotecária Magda Mendes foi por outros motivos. Nunca tivemos a intenção de perseguir funcionários, apenas não tomamos as medidas antes por causa das eleições municipais.
Segundo ela a alegação é improcedente porque vários funcionários municipais se manifestaram contra o prefeito reeleito e ninguém foi demitido. Outros funcionários de outros setores não foram afastados, mesmo fazendo campanha para o candidato derrotado, afirmou.





