No final das sessões, Executivo impôs pauta
O conturbado final de ano na AL envolveu uma ''avalanche'' de projetos de autoria do Poder Executivo que abocanhou a pauta de votações nas últimas semanas, marcadamente nos últimos dez dias de trabalhos parlamentares. Além das críticas da bancada de oposição, de que faltou diálogo com setores da sociedade atingidos pelas propostas, uma mobilização popular envolvendo servidores da saúde, profissionais liberais e estudantes protestou com faixas e gritos de guerra em sessões da AL, movimento que culminou com a invasão de plenário por parte dos manifestantes. Eles tentavam travar a votação do projeto que instituiu as Organizações Sociais (OSs) no Estado, uma espécie de terceirização de serviços, do governo para a iniciativa privada, e que pode englobar diversas áreas, com exceção da segurança pública e da educação.
A forma de condução para aprovação do projeto é repudiada também pelo professor da UFPR de Ciência Política Ricardo Oliveira. ''Foi uma votação colocada com uma temática que não foi defendida na campanha eleitoral, quando este governo procurou se distanciar de qualquer política que lembrasse o lernismo. No período eleitoral ninguém quer se associar com privatização. Agora, depois de um ano, essa pauta das OSs foi a votação mais polêmica do ano, já no apagar das luzes, tamanho o desgaste e a impopularidade do tema'', avalia ele. Governistas negam que haja uma privatização e defendem a transferência de alguns serviços que, a princípio, devem se limitar a locais como o Hospital de Reabilitação de Curitiba e o Museu Oscar Niemeyer (MON). (L.C.)





