No Estado, mais cinco devem ser exonerados
Curitiba - Além dos três integrantes da equipe do governador Roberto Requião já exonerados para disputar as eleições de outubro, outros cinco ocupantes de cargos comissionados na administração estadual, que pretendem se candidatar a prefeito, também devem deixar suas funções até o próximo mês. Entre eles, dois que podem ser adversários em Maringá: o secretário do Planejamento, Ênio Verri, e o coordenador da Região Metropolitana do município, João Ivo Caleffi.
Segundo a legislação eleitoral, para se candidatar a prefeito o ocupante de cargos de confiança precisa se desincompatibilizar pelo menos quatro meses antes da eleição. Por enquanto, é certo que Verri deixará a pasta do Planejamento para disputar a prefeitura de Maringá pelo PT. Antes de iniciar a campanha eleitoral, porém, ele vai reassumir seu posto de deputado estadual, do qual se licenciou para assumir a secretaria.
O que Verri talvez não esperasse é que o apoio do governador durante a eleição, antes dado como certo, tenha que ser dividido com outro aliado de Requião. Caleffi, que já foi prefeito de Maringá e atualmente coordena a Região Metropolitana do município, deixou o PT no ano passado e, ao filiar-se ao PMDB de Requião, lançou sua pré-candidatura a prefeito. Tanto Verri quanto Caleffi tentarão evitar a reeleição do atual prefeito, Silvio Barros (PP).
Além dos dois maringaenses, quem também deve deixar o governo é o coordenador da macrorregião do Litoral, Mário Roque. Ex-prefeito de Paranaguá, ele tentará voltar ao cargo em outubro. Já o presidente da Paraná Esportes, Ricardo Gomyde, deixa a função para se lançar candidato à prefeitura de Curitiba pelo PCdoB. Outro que pretende sair é o diretor-superintendente do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), Aldair Rizzi, que quer se candidatar em Pato Branco. O problema é que Rizzi foi derrotado na pré-convenção do PMDB no município e tenta reverter a situação até junho. (R.L.)





