No Congresso, peso dos partidos é menor
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de outubro de 2002
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba O crescimento da bancada de deputados federais paranaenses mais alinhados com o pensamento de esquerda não deve alterar muito a atuação dos parlamentares do Estado em Brasília. Segundo o vice-líder do governo no Congresso, Ricardo Barros (PPB), os 30 parlamentares que compõem a bancada paranaense sempre trabalharam em conjunto para aprovar leis em favor do Estado.
''Na hora de conseguir verbas para o Paraná, por exemplo, o partido não conta. Nesses momentos, nós dependemos muito mais de um trabalho conjunto com o governador de Estado, que precisa dar suporte às reivindicações'', comenta Barros.
O deputado acredita que o aumento da bancada de esquerda só vai trazer reflexos na aprovação de leis federais. Engajado na campanha de José Serra (PSDB) à presidência, Barros espera mais dificuldade nas negociações no ano que vem. ''Esperamos que o (José) Serra vença, mas vamos ter que trabalhar com uma maioria mais apertada do que na última legislatura devido ao crescimento dos partidos de oposição'', afirmou.
Para Max Rosenmann (PMDB), que está em seu quarto mandato na Câmara Federal, a divisão das bancadas entre governo e oposição deve seguir critérios mais fisiológicos do que ideológicos. ''O Poder Executivo tem muita força no sistema brasileiro. Tem muito deputado que gosta de apoiar o governo para aproveitar esta força maior. A ideologia acaba ficando em segundo plano'', avalia Rosenmann.


