No Congresso, mais atenção à Saúde
A maior proximidade com a União parece aumentar também o otimismo em relação ao que o que o londrinense pode esperar este ano dos quatro deputados federais que o representam no Congresso.
Em seu segundo mandato, Alex Canziani (PTB) garante que, se depender dele, 2005 será o grande ano do turismo e da ciência e tecnologia para Londrina. Um desses chamarizes, adiantou, será uma revitalização ''considerável'' no Parque Arthur Thomas. ''Essa é a grande meta, e para isso já há mais de R$ 1,5 milhão no orçamento de 2005 do Ministério do Turismo. É sentar com o (Cleidival) Fruzeri (futuro secretário municipal de Meio Ambiente de Londrina) e definir os projetos'', explicou. Em âmbito regional, a ambição de Alex é criar, em toda a região Norte do Estado, um ''roteiro de flores'' para estimular o plantio de diferentes espécies. ''Será em pelo menos de 15 cidades, numa atividade que contará com a a viabilização das estufas'', adiantou. No outro setor, ele espera trazer não só os Cefets promessa de sua campanha para prefeito, este ano como também os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs).
Também ex-prefeiturável, Luiz Carlos Hauly (PSDB) assegurou que emendas de sua autoria, ou nas quais é co-autor, devem liberar ''em breve'' mais recursos para a saúde para o HU e a Santa Casa e também para o Hospital do Câncer. Outra bandeira do tucano é a da vinda de uma universidade federal a Londrina. ''É um projeto meu, mas depende da maioria do Congresso'', ressaltou.
José Janene, do PP, também vai atuar na área de saúde. Para isso, lembrou que a reforma da Santa Casa ''já está na oitava das nove lajes previstas'', no orçamento que ele estima precisar ainda de mais R$ 15 milhões e pelo menos três anos para erguer a obra final. Eleito mês passado líder nacional de seu partido, Janene prometeu usar a força política deste penúltimo ano de mandato pela vinda de patrulhas mecanizadas ao pequeno proprietário rural sem renda para adquirir tratores. ''Creio que 2005 será bastante positivo a Londrina, até porque o prefeito é da mesma sigla (PT) que o presidente da República'', considerou. ''E, na campanha pela reeleição, ele garantiu que essa influência seria bem usada'', lembrou o deputado federal, que era da coligação PP/PSL, do ex-prefeito Antonio Belinati.
A respeito dos laços com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro londrinense no Congresso, o deputado federal Paulo Bernardo (PT), acredita que eles serão lembrados tão logo comece o segundo mandato de Nedson Micheleti. Relator do orçamento da União, Bernardo admite que a cobrança agora pode ser maior ''pois a Prefeitura não está quebrada como antes'' , e que a equipe já esperava por isso. ''Essa pressão é justa. Agora o cidadão pode cobrar da Prefeitura, pois tem condição para isso'', assumiu. Da parte dele, acrescentou, o londrinense pode esperar este ano pelas políticas de assistência social e de geração de emprego.
O petista destaca que os R$ 6,5 milhões voltados a infra-estrutura a serem empregados no Lago Norte, no Córrego Lindóia e em galerias pluviais pelo município, e os R$ 700 mil recém-aprovados para o Fundo de Assistência Social de Londrina, cujas estratégias de aplicação serão estabelecidadas pelo Conselho Municipal. ''A palavra de ordem é tornar Londrina a cidade mais competitiva do Sul'', promete. (J.G.)





