No Ceará, favoritismo de
Tasso não ajuda Cardoso
Arquivo FolhaJereissati: favorito, mas não consegue transferir votos para FHCO Ceará do governador Tasso Jereissati, que tem o apoio de mais de 70% do eleitorado para se reeleger, também não dá nenhuma tranquilidade a Fernando Henrique. Ao contrário, a reeleição do presidente só é vista com simpatia por 12% dos cearenses. A maioria deles quer mesmo é votar em Ciro Gomes para presidente da República.
Em Alagoas, onde o ex-presidente Fernando Collor instalou a sua base para atacar Fernando Henrique, é o presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela, quem ameaça a aliança. PMDB e PFL estão dispostos a fechar uma coligação de apoio à reeleição do governador Manoel Gomes de Barros, do PTB. Teotônio, entretanto, lançou-se candidato contra Barros, apesar dos apelos de peemedebistas e pefelistas pelo acordo. O PPB, que participa do governo federal, está fechado com o candidato de Collor, seu primo Euclydes Mello, do PRN. Com tanta confusão, o favorito é o PSB do ex-prefeito de Maceió Ronaldo Lessa, aliado de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência.
Os desentendimentos na base aliada também são a tônica em São Paulo. O governador tucano Mário Covas, que se elegeu com o apoio do PFL, agora corre o risco de ficar sozinho. O PFL nacional fechou com o principal adversário de Covas, Paulo Maluf, do PPB, e seus dirigentes argumentam que a parceria tem o objetivo de proteger Fernando Henrique. A direção do PFL avalia que sem a garantia de apoio do partido para concorrer ao governo de São Paulo, Maluf poderia ter se lançado na corrida presidencial, atrapalhando o caminho da reeleição.
No Rio de Janeiro o bate-boca entre o governador Marcelo Alencar, do PSDB, e o ex-prefeito pefelista César Maia, acabou pondo a perder todo o esforço da direção nacional dos dois partidos e do presidente Fernando Henrique pela aliança. Com isto, os aliados ficam fracos para enfrentar a coligação forçada do PT com o PDT de Anthony Garotinho.
Com tantos partidos em campo, as oposições também têm dificuldades para fechar alianças nos estados à semelhança da frente nacional, integrada pelo PT, PDT, PSB e PC do B. Em alguns estados, como o Maranhão, o PT é adversário do PDT, que apóia o PPB, enquanto o PC do B está com a governadora Roseana Sarney, do PFL. (AE)

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