No balanço, otimismo e críticas a Requião
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domingo, 02 de janeiro de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Positivo na medida do possível, e melhor ainda depois das benfeitorias conseguidas de emendas ou iniciativas individuais deles. Para os sete deputados de Londrina espalhados no Congresso Nacional e na Assembléia Legislativa, essa seria hoje a melhor forma de definir 2004 quando o tema da conversa é o balanço que fazem de suas atividades parlamentares.
Para o deputado federal Paulo Bernardo (PT), por exemplo, o crescimento econômico de cerca de 5% registrado ano passado no Brasil teve ''reflexos importantes'' no contexto londrinense. Em relação a isso, ele citou a recente liberação de R$ 14,7 milhões no orçamento de 2005 destinados a obras de infra-estrutura em Londrina. ''Além do mais, consegui verbas tanto para a Saúde quanto para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), com R$ 1 milhão para informatização e livros à Biblioteca Central'', destacou.
Membro do PSDB no Congresso, Luiz Carlos Hauly considera que o saldo positivo se verifica sobretudo no bolso do eleitor. O tucano lembrou de projetos criados por ele que isentam de impostos e, ao menos teoricamente, também deixam mais baratos produtos como livros. ''Fora os incentivos fiscais importantes para a agricultura'', complementou.
Pelo PTB, o também deputado federal Alex Canziani considera que não só Londrina ganhou no ano que passou, como toda a região. ''Trouxemos mais de R$ 1,5 milhão de recursos para turismo e inauguramos a Universidade da Mobília em Arapongas e o Cefet de Cornélio Procópio'', destacou.
José Janene, do PP, enfatizou a ''sensação de dever cumprido'' no balanço de suas atividades no Congresso. Ele se definiu ''o deputado que mais trouxe verbas na história de Londrina'' para relembrar os recursos de saneamento dos jardins João Turquino e Maracanã (Zona Oeste), dos quais foi autor das emendas. ''Liberei mais de R$ 7 milhões''.
Em âmbito regional, as considerações finais de 2004 feitas pelos londrinenses na Assembléia se mesclam a críticas, implícitas ou não, ao governador Roberto Requião (PMDB). ''Consegui verbas para os hospitais de Londrina, Cambé e Ibiporã. É o jeito, porque o Governo mais atrapalha do que ajuda'', disparou o deptuado estadual Barbosa Neto (PDT). ''Cobrei o aumento do número de policiais no Estado e a integração entre as polícias. O governo está na contra-mão dessas políticas, mal libera verbas para elas'', criticou o petista André Vargas.
A peemedebista Elza Correia adotou o tom de Requião. ''Nossa segurança, por exemplo, é reflexo de oito anos de abandono'', disse, referindo-se ao ex-governador Jaime Lerner (PSB). Elza lembra que participou de emendas individuais e coletivas para trazer recursos para essa área e para outras, em prol da inclusão social do cidadão. Ela também é uma das autoras da emenda que repassou este ano R$ 30 milhões a UEL.


