No anúncio do metrô, Dilma troca elogios com 'adversários'
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - As diferenças partidárias foram deixadas de lado durante o anúncio do repasse de R$ 1,75 bilhão do governo federal à prefeitura de Curitiba para o projeto do metrô na capital, que ocorreu ontem, no Parque Barigui. Se nas semanas anteriores à vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) alguns vereadores petistas da capital se apressaram em ressaltar que o projeto só sairia do papel por causa do apoio fundamental dos recursos federais, nada disso foi lembrado durante a cerimônia oficial. Houve elogios de lado a lado.
Debaixo de forte chuva, a presidente Dilma Rousseff (PT) - em sua primeira visita oficial à capital paranaense depois de eleita - destacou o planejamento do transporte coletivo e a qualidade do projeto do metrô de Curitiba, que chega atrelado à Copa do Mundo. ''Planejar o transporte coletivo tem como referência Curitiba e o que aqui foi realizado. A rede integrada de transporte de Curitiba como modelo pioneiro em modernização é sem sombra de dúvidas um modelo que correu o mundo. Nas grandes cidades, a importância do transporte de massas é chave para o governo federal'', afirmou a presidente. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), também participaram do anúncio.
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) também comentou as boas relações que o Estado tem mantido com o governo federal. ''Já tive duas reuniões com a presidente, que sempre me atendeu com extrema cordialidade e interesse nos assuntos de nosso Estado'', disse ele. Já o prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) destacou que o projeto se transforma no maior investimento já feito em um único projeto na cidade e que pode ser considerado um marco de planejamento. Dos R$ 1,75 bilhão da União, R$ 1 bilhão será a fundo perdido, pelo PAC da Mobilidade, e R$ 750 milhões de financiamento a médio prazo.
Essa primeira fase do metrô, de 14 quilômetros (do bairro Pinheirinho até o Centro) vai custar R$ 2,25 bilhões, ao total. O governo do Estado vai investir outros R$ 300 milhões e a prefeitura garante que haverá recursos de financiamento por meio de parcerias público-privadas.
Críticas ao FMI
Dilma aproveitou para comparar que o investimento de R$ 1 bilhão em apenas uma obra só é possível nesse momento porque os investimentos no País não dependem mais de ''aval'' do Fundo Monetário Internacional (FMI) e que investir é importante para manter o País longe da crise. ''Durante muito tempo sofremos com a perda de oportunidades por causa da ingerência do FMI nas políticas de investimento. Lembro perfeitamente de termos uma verba de R$ 500 milhões para obras de saneamento em todo o Brasil. Hoje, esse valor é o que aplicamos em apenas uma cidade. Naquele período, investir R$ 1 bilhão em metrô seria inimaginável. Faremos o impossível para viabilizar mais projetos urbanos'', discursou.


