As pistas que a Polícia Federal levantou sobre o paradeiro do juiz foragido Nicolau dos Santos Neto, esta semana, indicam que ele estaria no Uruguai, onde teria montado seu esquema de fuga e de comunicações com parentes e amigos no Brasil. A PF descobriu a existência de contatos frequentes entre algumas pessoas em Montevidéu, com outras no País, ligadas ao ex-juiz.
O diretor-geral da corporação, Agílio Monteiro Filho, está em Paris mantendo contatos com a Polícia francesa e a Interpol para apurar indícios da provável presença do juiz na Europa.
O rastreamento de dados sobre o juiz Lalau começou a apresentar ontem os primeiros resultados. As investigações do Departamento de Estado norte-americano demonstram que Santos Neto estaria lavando dinheiro nos Estados Unidos desde 1993, usando empresas de fachada. Foram encontrados mais depósitos do juiz em dois bancos italianos, em Nova York.
Numa reunião com representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e ministérios das Relações Exteriores da Justiça, ontem, foi apresentado um balanço das investigações no Brasil e no exterior. Os investigadores norte-americanos descobriram que há um grande esquema de lavagem de dinheiro, do qual Santos Neto faria parte desde 1993, quando foi construída a Torre Bristol, em Miami, onde o juiz comprou seu apartamento. Os indícios são de que Santos Neto é o dono de todas as empresas envolvidas em operações de compra e venda do apartamento, entre elas, a Hillside, a Stedman e a Properties.

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