O juiz Casem Mazloum, da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, pode acatar hoje o pedido de prisão domiciliar do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto. O ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) fez o pedido há uma semana, alegando ‘‘sérios problemas de saúde’’. A avaliação foi feita pelas médicas Helena Clebi Nichielin Favel (do Ministério Público Federal) e Maramélia Araújo de Miranda Alves (da Justiça Federal). Elas constataram que Nicolau está com hipertensão; pernas inchadas, que o impedem de se locomover e ‘‘depressão profunda’’.
Sábado, as médicas recomendaram que o juiz fosse medicado. Nicolau foi levado ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia. O juiz está preso desde 8 de dezembro, na Delegacia de Ordem Política e Social da Polícia Federal, acusado de ter sido um dos mentores do esquema de desvio de R$ 196,7 milhões das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo.
Seus advogados não têm tido êxito na luta pela revogação da prisão, decretada em 25 de abril do ano passado pelo juiz Casem Mazloum, da 1ª Vara Criminal Federal.
Há duas semanas, a defesa foi derrotada no Supremo Tribunal Federal (STF). Por 7 votos a 4, os ministros da mais alta corte do País, rejeitaram pedido para libertar Nicolau. Na semana passada, os advogados desistiram de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deram entrada na 1ª Vara Federal, onde tramitam dois processos penais contra Nicolau, com o pedido de domiciliar.
Os advogados Carla de Domenico e Alberto Toron juntaram ao pedido cópias do livro de ocorrências do plantão da Custódia da Polícia Federal, apontando detalhes do cotidiano de Nicolau na prisão.

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