O ex-governador Ney Braga, indicado para presidir o Conselho de Desestatização da Copel, foi aconselhado pela família a desistir da função. Na quinta-feira da semana passada, seus filhos pediram seu afastamento do cargo ao governador Jaime Lerner (PFL). ‘‘Os sete filhos do ex-governador temem seu desgaste emocional, físico e políticoa’’, disse ontem uma fonte palaciana.
O próprio Ney Braga teria pedido tempo a Lerner para decidir se irá assumir a responsabilidade. O prazo termina na próxima segunda-feira. ‘‘Eles conversaram por um longo tempo e o governador (Lerner) entendeu o pedido do ex-governador’’, salientou a fonte.
Apesar de estar quase certo o afastamento de Ney Braga do Conselho de Desestatização da Copel, ninguém quer falar sobre o assunto. Procurados pela reportagem da Folha, representantes do Estado e da Copel disseram que ainda não havia nada formalizado. ‘‘Existem boatos, mas nada há de concreto’’, afirmou a assessoria da imprensa da Copel.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, nomeado vice-presidente do Conselho de Desestatização, além do ex-governador Ney Braga, também foram procurados pela reportagem, mas não foram encontrados. O Conselho de privatização da Copel também reúne os secretários Alex Beltrão e Miguel Salomão, além do presidente do Banestado, Reinhold Stephanes. (L.P.)

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