Brasília - O ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró ampliou as informações fornecidas em sua delação premiada na Operação Lava Jato. Ele levou três novas linhas de investigação para a operação: corrupção no fornecimento de asfalto em Mato Grosso, envolvendo o ex-governador Silval Barbosa; aquisição de precatórios pela Petrobras e BR Distribuidora; e ampliação das instalações da BR Distribuidora. Não há detalhes sobre o conteúdo dos depoimentos, que foram prestados em outubro de 2016. O ex-governador Silval Barbosa está preso há mais de um ano em Cuiabá pela Operação Sodoma por suposto esquema de fraudes a incentivos fiscais. Cerveró deixou a Petrobras em 2008 e virou diretor financeiro da BR Distribuidora. Ele foi preso em janeiro de 2015, fez delação premiada e cumpre prisão domiciliar. A delação já havia sido homologada, mas ao longo das investigações os procuradores identificaram novas irregularidades sobre as quais Cerveró participou e não havia relatado. Como multa, Cerveró vai entregar dois automóveis que não estavam no acordo. Em dezembro, a PGR levou o documentou ao ministro Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), e pediu a homologação dos novos anexos de delação. Teori, no entanto, indeferiu o pedido: disse que a PGR deveria fazer uma nova petição e pedir a homologação desses anexos, para que o caso fosse analisado em separado pelo ministro. Antes de homologar um acordo, o juiz precisa verificar, por exemplo, em quais condições o delator decidiu falar - se foi, por exemplo, coagido ou se fez delação por livre e espontânea vontade.

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