As investigações sobre o emprego de parentes do governador do Paraná Roberto Requião (PMDB) e de outros integrantes do Executivo em cargos públicos devem ser iniciadas na próxima semana.
''O doutor Luiz Roncaglio (subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos), com o Patrimônio Público, deverão estar dando início na próxima semana aos primeiros atos desse caso, expedindo os primeiros ofícios'', assegurou ontem em Londrina o procurador-Geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo.
O pedido de verificação de nepotismo no governo estadual foi feito em março por Rubens Bueno (PPS), que disputa o Palácio Iguaçu. Inicialmente o pedido foi arquivado por Riquelme, mas por unanimidade, o Conselho Superior do Ministério Público determinou a apuração da denúncia.
Na avaliação de Riquelme, o nepotismo somente poderia ser configurado caso fosse constatado prejuízo ao erário. ''O nepotismo é um conceito doutrinário, não existe conceito legal. O conceito doutrinário se refere ao parente que não produz e recebe dos poderes públicos. O que temos entendido, como procurador, é a necessidade de demonstração da prática da imoralidade, prejuízo'', argumentou. ''Não existe disciplina específica sobre essa matéria, existem princípios constitucionais em que é necessário verificar se há prejuízo. Eu entendo assim'', concluiu.

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