Neoenergia promete rever desapropriações
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terça-feira, 23 de julho de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Neoenergia vai reavaliar quanto pagará pela desapropriação das terras de 359 famílias no Oeste do Paraná, na região em que será construída a Usina do Baixo Iguaçu. O acordo saiu na segunda-feira, após uma reunião entre cinco representantes da Associação dos Atingidos da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu (Adahabi), cinco negociadores da Neoenergia e três prefeitos da região (Realeza, Capanema e Capitão Leônidas Marques).
"Abriu-se uma luz com essa promessa de reavaliação. Agora vamos acompanhar os desdobramentos", disse Plínio Primo, presidente da Adahabi. Há duas semanas manifestantes bloqueavam os acessos ao canteiro de obras, impedindo que o maquinário chegasse até o local.
Com a retomada da negociação, o acesso de Capanema foi liberado. "Lá eles estão a todo vapor", relata Primo. Os alojamentos estão em construção e a vegetação sendo retirada.
A Adahabi prometeu liberar a estrada de Capitão Leônidas Marques amanhã, dentro das condições estabelecidas com a Neoenergia. A empresa havia oferecido, em média, R$ 40 mil por alqueire. Os manifestantes pediam a revisão do valor, sugerindo R$ 120 mil por alqueire. A concessão pública para exploração do Rio Iguaçu é de 30 anos. Com a Usina de Baixo Iguaçu serão gerados 350 MW, suficientes para abastecer as residências de dois milhões de pessoas. A Copel tem 30% das ações do empreendimento.


