Nem deputados sabiam que projeto entraria na pauta
A votação do projeto de lei que instituiu o plano de previdência complementar para os deputados e funcionários da Assembléia foi uma surpresa até mesmo para alguns deputados. Não sabíamos que estava na pauta. Quando entrou em votação, na madrugada (desta quinta-feira), o projeto não estava disponível impresso e nem na internet., afirmou o petista Tadeu Veneri.
Veneri conta que o projeto foi aprovado em primeira discussão por unanimidade. Na ocasião, não era possível saber ao certo do que tratava a lei, uma vez que o projeto não estava anexo à ordem do dia e o resumo da matéria era vago. Já, em segunda discussão, os deputados também tiveram dificuldade para ter acesso ao texto. Após conseguir confirmar do que se tratava, o deputado disse que conseguiu apenas registrar o voto contrário, uma vez que a votação foi simbólica.
Para o petista, a votação desta forma representa um retrocesso. Nós discutimos questões de transparência e usamos de velhos métodos. Quando interessa especificamente à corporação é relegado ao segundo plano qualquer possibilidade de transparência, de debate com a população, afirmou.
O deputado Marcelo Rangel (PPS), que também votou contra a proposta, disse acreditar que existiriam outros meios para que os deputados pudessem atingir os benefícios previstos pelo projeto, como os planos de aposentadoria privada. Na minha opinião um projeto desses nunca poderia ter sido votado de madrugada. Tem que haver mais discussão sobre o assunto, afirmou. Além destes, também votaram contra a aprovação Rosane Ferreira (PV), Beti Pavin
(PMDB) e Douglas Fabrício (PPS).
A Reportagem tentou entrar em contato com alguns deputados que foram favoráveis a proposta, mas não conseguiu contato. (Karla Losse Mendes/Equipe da Folha)





