O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Nelson Justus (PTB), vai acatar o pedido de arquivamento da comissão temporária de ética que analisou supostas ligações do deputado Algaci Túlio (PTB, foto) com Paulo Mandelli, apontado como o ‘‘rei dos desmanches’’ no Paraná. A comissão apresentou parecer na segunda-feira onde defende que o caso seja encerrado por falta de provas. O relator do processo, deputado Luiz Carlos Martins (PSC), disse que não conseguiu encontrar elementos que pudessem incriminar Algaci.
Até ontem o relatório não havia sido entregue oficialmente a Justus. Oposicionistas apresentaram como provas da suposta ligação cópias de canhotos de cheques onde aparecem referências ao nome do parlamentar, que preside a CPI do Narcotráfico. Em sua defesa, Túlio apresentou uma certidão negativa da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), informando que não está acontecendo nenhuma investigação contra ele. A Folha tentou entrevistar Túlio mas ele não retornou as ligações.

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