Nelson Garcia vai sair do governo Requião
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segunda-feira, 06 de julho de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário estadual do Emprego, Trabalho e Promoção Social, Nelson Garcia (PSDB), pode sair da Pasta até o final do mês. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do PSDB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni. Garcia estaria saindo da gestão Requião (PMDB) em solidariedade ao prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal após uma representação sobre um suposto ''caixa 2'' na campanha eleitoral do ano passado. Na semana passada, os deputados estaduais do PSDB que estavam na base da situação decidiram pular para a bancada da oposição. Os tucanos alegam que o caso envolvendo Beto Richa está sendo explorado politicamente na TV Paraná Educativa, do governo do Estado.
Segundo Rossoni, Garcia precisaria do prazo para ''não deixar trabalhos pela metade''. Garcia é deputado estadual licenciado e, se confirmada sua saída do Executivo, ele retorna à Assembleia Legislativa, ocupando a cadeira de Miltinho Puppio (PSDB). A decisão de Garcia foi comunicada ontem a Beto Richa durante um almoço entre tucanos. A Reportagem tentou falar com Garcia, sem sucesso.
Rossoni se esquivou ao ser questionado sobre a posição de outro tucano que ocupa cargo no Executivo, Luiz Malucelli Neto, à frente do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec). Malucelli Neto avisou semana passada que não sairá do Executivo. ''Eu não vou particularizar'', resumiu Rossoni. Ele negou, contudo, que apoia uma ''oposição radical a Requião''. ''Não vamos endurecer, nem amolecer com Requião. Mas agora vamos ter uma bancada unida nas decisões, o que faz toda a diferença'', afirmou ele. Até então, dos sete parlamentares da bancada do PSDB no Legislativo, só dois (Valdir Rossoni e Ademar Traiano) faziam oposição.
Alianças
O presidente estadual do PSDB negou, contudo, que o episódio envolvendo Beto Richa tenha ''enterrado'' a possibilidade de aliança da sua sigla com o PMDB, para 2010. Ele afirma que acredita ser ''impossível'' ver Beto e Requião num único palanque, mas que ''os partidos podem se unir''. ''Requião e Beto não vão se abraçar. Mas uma coisa é o partido, outra coisa são as pessoas. A gente é liderado. Se o diretório nacional do PSDB se aliar com o PMDB, quem é o Paraná para ficar contra?'', disse Rossoni.
Já o presidente do PMDB no Paraná, deputado estadual Waldyr Pugliesi, tem outra opinião sobre as articulações para 2010. Pugliesi acredita que o episódio do prefeito de Curitiba significou um ''distancimento'' entre os dois grupos. ''O próprio Beto já tem feito afirmações contundentes em relação ao governador Requião. São coisas que logicamente não provocam um entendimento para 2010. Eles estão cavando um poço profundo'', disse ele.


