Curitiba - O deputado estadual reeleito Nelson Garcia (PSDB) colocou seu nome ''à disposição'' para comandar uma chapa alternativa à única já anunciada até agora para administrar a Assembleia Legislativa, e que é capitaneada pelo presidente do PSDB no Estado, o deputado estadual reeleito Valdir Rossoni. Os rumores de que Garcia poderia apresentar uma outra possibilidade aos parlamentares começaram no início deste ano. Rossoni já era dado como certo na cadeira máxima do Legislativo desde o final do ano passado, quando ganhou o apoio do governador Beto Richa (PSDB) para comandar a Casa.
Ontem, a assessoria de imprensa de Garcia confirmou a intenção do tucano. Ele teria decidido colocar seu nome à disposição ''como uma alternativa'', e a pedido de parlamentares descontentes com a indicação de Rossoni. Tradicionalmente, o ''bate-chapa'' não é comum na AL, onde os acordos entre os parlamentares prevalecem.
Nos bastidores corre que Hermas Brandão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado e ex-presidente da AL, é quem estaria articulando a formação de uma chapa para disputar com Rossoni. Hermas está oficialmente desligado do PSDB para exercer uma cadeira de conselheiro do TC, mas ele permaneceria nos bastidores, onde representa o grupo de tucanos ligados ao PMDB de Roberto Requião.
Em 2006, a aliança que colocava Requião ao lado de Hermas na disputa pelo governo do Estado foi rompida pelo grupo de Rossoni, que acionou a cúpula nacional do PSDB para interferir na questão. Requião disputou com chapa pura, vencendo as eleições, mas abrigou em sua gestão parte dos chamados ''tucanos de bico vermelho'', entre eles Nelson Garcia, que se licenciou da AL para ser o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social.
Até a notícia de que Garcia pode entrar na disputa pelo comando da AL, Rossoni já contava com o apoio por escrito de 34 parlamentares e com o acordo verbal que fez com a bancada do PMDB, que daria mais 13 votos à sua chapa. No total, são 54 parlamentares. Os peemedebistas ganharam dois postos na Mesa de comando: Artagão Júnior (PMDB), como 1º vice-presidente; e Stephanes Junior (PMDB), 3º secretário. O segundo cargo mais importante da Mesa, o de 1º secretário, ficou com o DEM. O PDT, o PPS, o PSB, o PP e o PTB também foram acomodados na chapa.

mockup