Negociações entre Sindijus e TJ não avança
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quarta-feira, 06 de junho de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná (Sindijus-PR) tiveram ontem mais uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Antônio Vidal Coelho, sem que houvesse avanços na negociação por reajuste nos salários dos funcionários. O Sindijus-PR deve convocar uma nova assembléia na semana que vem para definir se as paralisações no atendimento de comarcas de todo o Estado serão retomadas.
O coordenador-geral do sindicato, José Roberto Pereira, afirmou que Vidal Coelho teria conversado com o governador Roberto Requião (PMDB) sobre as reivindicações dos servidores do Judiciário. ''Mas segundo o presidente, o governador disse que qualquer reajuste está vinculado ao aumento da arrecadação do Estado'', contou Pereira. Posição que deixou os representantes dos servidores insatisfeitos. ''Não tivemos nada de concreto. Os 5 mil servidores do Judiciário não podem ficar esperando pelo aumento da arrecadação para ter aumento'', disse.
Segundo estimativas do Sindijus-PR, os funcionários da Justiça estão com salários defasados em cerca de 68% por causa de seguidos períodos sem reajustes. Para tentar forçar uma negociação mais concreta, Pereira admite que os servidores podem voltar a paralisar os serviços. ''Vamos ter uma nova asembléia na semana que vem, provavelmente na sexta-feira, em que essa questão vai ser decidida.''
No mês passado, funcionários de alguns fóruns fizeram paralisações diárias de uma hora no atendimento. A mobilização teve resultado, já que, depois disso, a cúpula do TJ começou a nomear funcionários que haviam sido aprovados no último concurso.
Para apresentar as reivindicações dos servidores do Judiciário à população, ontem cerca de 50 oficiais de Justiça que trabalham no Fórum Cível de Curitiba realizaram uma manifestação em frente ao prédio da unidade. Durante toda a tarde eles distribuíram panfletos, em que constavam também algumas reivindicações específicas dos oficiais de Justiça.


