Negociações da reforma na Câmara recomeçam hoje
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segunda-feira, 08 de setembro de 2003
Agência Estado 
Brasília- O governo retoma hoje as negociações da reforma tributária na Câmara, disposto a fazer novas concessões para fechar um acordo, mas tem pronto um plano para impedir que a oposição obstrua e retarde a conclusão do primeiro turno, com a votação individual de todas as 41 emendas apresentadas. Um parecer técnico da Mesa Diretora deverá ser entregue amanhã ao presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), propondo que, no máximo, dez emendas sejam votadas em separado.
O líder do governo na Câmara, Aldo Rebello (PC do B - SP), encontrou-se hoje com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o relator da reforma, Virgílio Guimarães (PT-MG), com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), como parte dos entendimentos para que a votação comece amanhã e termine quarta-feira (10).
''Eles (a oposição) estão desvirtuando, adulterando o conceito de emenda aglutinativa'', acusou ontem o vice-líder do PT Professor Luizinho (PT-SP). Para Professor Luizinho, a oposição reapresenta propostas rejeitadas na comissão especial, apenas para transformar a sessão da Casa numa ''maratona'' que se prolongue até as 4 horas. ''Isso é uma subversão do regimento.''
''Ajustes nós já nos comprometemos a fazer, mas mudanças estruturais não cabe mais à Câmara fazer'', disse ontem. Segundo ele, o governo está aberto a fazer três ajustes: incluir, conforme acertado, o Vale do Jequitinhonha (MG) e o noroeste fluminense entre as regiões beneficiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR); melhorar a redação dada à prorrogação da Lei de Informática, e ampliar o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), apresentada pelo PSDB.


