O estudo dos funcionários da Sercomtel S.A. também faz uma análise das eventuais vantagens da manutenção da empresa de celular sob domínio público e as desvantagens de vender o negócio. O trabalho aponta, por exemplo, que a venda da Celular significaria uma perda de receita de R$ 4 milhões por ano para o grupo Sercomtel – que inclui telefonia fixa, ASK e Onda. Ao mesmo tempo, poderia haver um acréscimo de despesas de R$ 2 milhões anuais.
Outro problema seria a redução proporcional no volume de mídia institucional – hoje compartilhada. ‘‘(Isso) poderá provocar danos futuros frente ao volume de mídia praticada pelas demais operadoras.’’ O relatório ainda aponta que a venda da Sercomtel Celular poderá ‘‘aprofundar o sentimento de redução ou venda dos demais negócios, prejudicando a adesão a novos negócios na Fixa, Internet e clientes da ASK’’.
Na outra ponta, a manutenção da Celular traria benefícios como a manutenção de empregos e a aplicação da arrecadação no próprio município. O trabalho lembra ainda que a Sercomtel é uma marca conhecida e identificada com Londrina e pertence ao grupo de atividades essenciais às telecomunicações, protegendo e alavancando receitas das demais empresas.
Para manter a empresa pública, o trabalho recomenda diversas medidas, como marketing agressivo, preços de aparelhos no nível dos da concorrência, criar gerências de resultados, além de acelerar a mudança do SMC (serviço móvel celular) para o SMP (serviço móvel pessoal, um novo padrão de serviço já adotado pela concorrente Global Telecom).
O problema – que fica evidente no trabalho – é que todas as medidas necessitam de altos investimentos, o que poderá se tornar inviável já que as projeções da Sercomtel Celular apontam para uma perda gradual de receita. (L.H.)

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