Curitiba - Em seu depoimento, Pavan limitou-se a fazer um relatório das operações que levaram o município de Londrina a emprestar recursos em bancos, dando ações da Sercomtel como caução. Essas ações, segundo ele, começaram em 1996. Dia 23 de setembro a prefeitura fechou um contrato com o Banco Financeiro e Banco FonteCindam para um empréstimo de R$ 21,7 milhões, dando como caução as ações da Sercomtel. O contrato fixou o valor da ação em R$ 2,17, bem como recompôs o valor para R$ 2,37 caso a Sercomtel resgatasse as ações até 30 de dezembro de 1996.
Sem recursos, a prefeitura acabou procurando esses bancos mais três vezes para renovar o contrato. O que chamou a atenção nessas operações foi o reajuste do valor das ações que chegou a ser fixado em R$ 4,50, na terceira renovação, caso a prefeitura conseguisse resgatá-las até junho de 1998. Nesse período, a prefeitura também tomou um empréstimo com a Banestado Corretora, caucionando ações da Sercomtel com preço fixado em R$ 5,49 caso o resgate acontecesse até março de 1998.
A entrada da Copel no negócio, segundo Pavan, aconteceu porque a estatal tinha interesse em diversificar suas funções. A Copel adquiriu 45% das ações no valor de R$ 186 milhões. O negócio foi fechado em 15 de maio de 1998. Desse total, apenas R$ 115 milhões foram pagos direto à prefeitura. Os outros R$ 70,9 milhões foram pagos direto a credores do município: o Banco Financeiro, Banco FonteCindam, Banestado Corretora e Sercomtel. (M.G.)

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