Negociação aberta na Câmara
Na Câmara, Ubiratan Aguiar conta a seu favor com a decisão da cúpula do PSDB de apoiar o PMDB na disputa pela presidência da Casa, renegando, com isso, a candidatura avulsa de Wilson Campos. Na composição da chapa do PMDB, os deputados Heráclito Fortes (PFL-PE) e Saulo Queiroz (PFL-MS) disputam a vaga da primeira vice-presidência. A negociação para os outros cargos da Mesa também não está fechada. Vai depender, segundo Ubiratan Aguiar, de como ficará a base de sustentação do governo em janeiro.
O presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), que deixa o cargo no dia 2 de fevereiro, poderá assumir o comando da Comissão de Relações Exteriores. Como Luís Eduardo na Câmara, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é o único que não terá de disputar vaga com nenhum colega senador e também tem à sua disposição o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado. É dado como certo que ele vai aceitar a oferta. O líder do PMDB, Jáder Barbalho (PA), que será reconduzido ao cargo, lembrou que tradicionalmente a CRE pertence ao PMDB.
Este ano houve uma permuta com o PFL, que trocou essa comissão, agora presidida pelo senador Antônio Carlos Magalhães, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), dirigida pelo senador Gilberto Miranda (PMDB-AM).
A presidência da CAE vai depender do resultado da eleição para presidência da mesa diretora. Se der ACM, o presidente será o senador Vilson Kleinubing (PFL-SC) e a vice-presidência será entregue ao senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Se ganhar Íris Resende, Kleinubing será o vice de Suassuna. Outra comissão importante, a de Constituição e Justiça (CCJ), tem pelo menos cinco candidatos: Bernardo Cabral (PFL-AM), Francelino Pereira (PFL-MG), Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PB), Humberto Lucena (PMDB-PB), e Lúcio Alcântara (PSDB-CE).
Pela divisão proporcional dos cargos, o PSDB ficaria fora da disputa da CCJ. Mas o partido terá papel importante na disputa pela presidência e é esperado que saia daí algum tipo de compensação para a bancada.
Os que não conseguirem nenhuma dessas três comissões entram na partilha pelas outras quatro: Assuntos Sociais, Educação, Fiscalização e Controle e Serviços de Infra-Estrutura. A tendência é repetir o que o ocorre hoje e distribuir essas presidências entre os maiores partidos, PMDB, PFL, PSDB e o PTB.





