Nedson quis vender estatal sem consulta
Em junho do ano passado, o prefeito Nedson Micheleti tentou revogar a lei que exige a realização de plebiscito para decidir sobre a venda de novas ações da Sercomtel. Por 15 votos a seis, o prefeito sofreu a primeira grande derrota política desde que assumiu o cargo, sendo forçado a consultar a população sobre a venda da Sercomtel Celular.
Na época, Nedson argumentou que o plebiscito colocaria em debate as razões da venda da empresa e poderia desgastar a imagem e desvalorizar a telefônica. Com o plebiscito, a população não vai ter o conteúdo técnico para votar e a decisão será pela não. Até mesmo pela indignação gerada com o destino dos recursos obtidos com a venda da Sercomtel, afirmou na época, referindo-se à venda de 45% das ações da Sercomtel para a Copel, em maio de 1998, e cujos recursos teriam alimentado um amplo esquema de corrupção na prefeitura.
A pressa para revogação do plebiscito também foi justificada pelo interesse da TIM em adquirir a estatal. A TIM teria exigido uma sinalização de venda até o final de julho.
No dia 19 de agosto, os eleitores londrinenses puderam decidir se eram contra ou a favor da venda. Com uma pequena participação nas urnas (cerca de 11% do eleitorado), o não venceu com um resultado apertado: 1.724 votos a mais do que os favoráveis.





