Nedson quer pressa nas investigações contra PT
A entrevista coletiva concedida ontem pelo prefeito Nedson Micheleti foi a primeira depois da morte da primeira-dama de Londrina, Regina Fonseca Micheleti, há pouco mais de uma semana. O prefeito aproveitou a presença da imprensa para agradecer o apoio dado a ele pelos veículos de comunicação e pela população durante o velório e os dias que se sucederam à morte da esposa. Regina lutava há anos contra um câncer e não resistiu à doença, morrendo na madrugada do dia 27, na Santa Casa de Londrina.
A entrevista também aconteceu um dia depois que a promotora eleitoral Edina Maria de Paula reforçou o pedido para que a liminar que impede a quebra de sigilo bancário do Partido dos Trabalhadores (PT) seja suspensa e que seja autorizada pelo juízo a realização de uma auditoria extraordinária na prestação de contas do PT referente ao ano de 2004.
A promotora assumiu há cerca de um mês as investigações do Ministério Público (MP) sobre as denúncias de irregularidades na prestação de contas do PT durante a campanha para as eleições do ano passado. Inicialmente concedida, a quebra de sigilo bancário foi suspensa por liminar, a pedido do advogado do partido, João dos Santos Gomes Filho. Segundo ele, o MP de Londrina não teria competência para investigar o caso, o que caberia à Justiça em Curitiba. No final da tarde de anteontem, a promotora enviou duas contra-razões ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em recursos ajuizados pelo partido, pedindo para que o caso fique sob responsabilidade da Justiça local.
''Avalio esta prática como um recurso normal do MP. Só esperava que as investigações policiais tivessem andamento mais rápido, para que o próprio PT pudesse provar o quanto antes que não cometeu nada de errado na prestação de contas'', afirmou o prefeito. Atualmente os dois inquéritos instaurados pela Polícia Federal (PF) estão suspensos devido a um recurso ajuizado pelo PT que alega que o prefeito tem direito a foro privilegiado, o que transferiria a investigação para o TRE.
Sobre o pedido de quebra de sigilo bancário do partido e de integrantes da cúpula do PT, Nedson foi enfático: ''O MP pode solicitar coisas deste tipo a qualquer momento. O que ele não pode é misturar o PT com a coligação que concorreu às eleições, e isso aconteceu quando foi pedida também a suspensão do repasse do fundo partidário. Os promotores não podem prejudicar as pessoas moralmente''. (A.M.)





