O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), considera que se o plebiscito sobre a venda da Sercomtel Celular for realizado até o final de agosto, como prevê o presidente do Legislativo, vereador Tercílio Turini (PSDB), ainda poderá haver tempo hábil para uma possível negociação com o grupo italiano Telecom Italia Mobili (TIM) – caso seja aprovada a proposta de venda.
Inicialmente, Nedson queria agilizar a realização da consulta para julho, dando tempo para que o negócio fosse fechado antes do final do ano. Se o processo for protelado, a TIM, única interessada na Celular, pode desistir da compra porque já tem concessão para operar no município pela Banda D a partir de janeiro de 2002. ‘‘Essa é a minha maior preocupação. Hoje o comprador é a TIM’’, destacou o prefeito.
Ontem, a Câmara carimbou a realização do plebiscito ao aprovar em segundo turno decreto legislativo que determina a consulta popular. O decreto será publicado hoje nos jornais. Turini adiantou que também hoje deverá estar encaminhando ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) comunicando sobre a consulta e solicitando auxílio. A Câmara entende que o próprio tribunal deveria se responsabilizar pela realizaçaõ do plebiscito, mas o TRE já antecipou que, no máximo, poderá ajudar.
‘‘Tenho certeza que, no mínimo, o tribunal nos dará as condições necessárias para a realização da consulta’’, disse o presidente do Legislativo. Turini acrescentou que se tudo correr bem, até o final de agosto a consulta será realizada. Antes disso, ele antecipou que a Câmara poderá promover novas audiências públicas para esclarecer a população dos argumentos pró e contra a venda da Sercomtel.
Já Nedson informou que a prefeitura não irá defender institucionalmente a venda da Sercomtel Celular. ‘‘A prefeitura não pode fazer campanha e caberá à Câmara informar o cidadão’’, disse o prefeito. Ele admitiu, no entanto, que pessoalmente pretende se empenhar em divulgar a tese da venda.
Nedson está convencido de que a Celular não terá condições de competir no mercado de telefonia móvel com a abertura do mercado e entrada de novos concorrentes das bandas C, D e E. ‘‘Mas se a população entender o contrário, vamos tocar a empresa como fazemos hoje’’, declarou.

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