Nedson quer integração entre as secretarias
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), se reuniu ontem com membros do primeiro escalão de seu governo. Na pauta, a busca da integração entre as secretarias municipais, dando prioridade para ações de inclusão social, atendimento à criança e aumento da qualidade de vida dos londrinenses. Conforme o vice-prefeito, Luiz Fernando Pinto Dias (PT), mais de 100 pessoas, entre secretários, diretores e assessores, participaram dos encontros divididas em três grupos. Cada qual foi separado pela temática de ação: gestão e administração; políticas públicas e social; políticas urbanas e desenvolvimento. Além dessas diretrizes, Nedson citou desafetos políticos como ''pedras a serem ultrapassadas'' na implementação do programa de governo.
Dias destacou que na gestão petista anterior (2001/2004), a falta de integração entre as pastas dificultou a execução de projetos. Neste mandato, o vice garantiu que ele próprio fará o elo entre os secretários. ''É um avanço porque tivemos dificuldades na última gestão'', apontou. Conforme Dias, todos os projetos estarão vinculados a um plano de governo único.
A elaboração de projetos pelas secretarias passará por uma prévia seleção. Dias afirmou que só a elaboração de um projeto para buscar recursos já consome verbas. Por isso, apenas os que tiverem capacidade de serem efetivamente executados terão incentivo. ''Vamos investir nos projetos que podem acontecer'', afirmou.
Em cada uma das três reuniões foram distribuídos materiais básicos com um balanço dos anos anteriores e o novo plano de governo.
Divergências políticas também foram debatidas. O nome do ex-prefeito Antônio Belinati (PSL) foi citado entre os desafetos políticos. Segundo Dias, essa questão foi abordada justamente para garantir a governabilidade das ações propostas. ''Quando você fala de governabilidade, você tem atores para buscar parcerias e outros que são considerados adversários políticos. Isso (Belinati) é uma força adversária e ele tem pessoas que defendem o projeto político dele. Temos que ter ações para fazer o enfrentamento político disso'', explicou.


