Nedson prevê novo 2º turno em março
O prefeito de Londrina, Nedson Micheletti (PT), estava montando uma equipe para acompanhar a equipe do prefeito eleito na transição, secretaria por secretaria. O prefeito disse ontem, no entanto, que com o imbróglio Belinati-TSE, a situação mudou. O prefeito passou então uma orientação a todos os secretários e dirigentes de órgãos de administração indireta para que orientem os servidores de carreira para que estejam preparados para fornecer todas as informações necessárias à autoridade que assumir a chefia do Executivo a partir do dia 1º de janeiro.
Nedson disse que o mais provável será a posse do presidente da Câmara eleito dia 1º de janeiro para uma interinidade que ele calcula de pelo menos três meses. Segundo o prefeito, na questão da sucessão, o mais provável a acontecer será um novo segundo turno em Londrina entre Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT). Ele vê remotas possibilidades do TSE procrastinar sua decisão sobre os embargos de declaração interpostos por Antonio Belinati (PP) e esse acabar assumindo. ''Esse seria o pior cenário'', disse Nedson. ''O TSE certamente confirmaria a cassação da candidatura do pepista e sua posse geraria uma insegurança jurídica violenta e uma crise muito grande para a cidade.'' A simples posse de Hauly seria problema de legitimidade. O segundo turno virá conferir legitimidade ao novo prefeito eleito segundo Nedson.
Nedson disse não estar preocupado com a transição no que diz respeito a informações. Isso em função do alto nível dos funcionários de carreira, muitos deles ocupando secretarias ou diretorias, inclusive na administração indireta. O prefeito de Londrina tem preocupação com a necessidade do interino não perder de vista de que será interino.
''O interino deve manter a máquina administrativa funcionando, dar andamentos aos projetos já implantados. Esse é seu papel. O que ele não pode é se entusiasmar, lançar novos projetos, tomar iniciativas que demandem novos e mais recursos'', disse o prefeito. Até porque, explicou, nos meses de fevereiro e março é que entra um grande volume de receita oriundos do IPTU à vista e transferências do IPVA. ''É nesse período que o prefeito deve ter cuidado para manter esses recursos que serão gastos mês a mês durante todo o ano, inclusive com parte reservada para pagamento do 13º salário do funcionalismo lá no fim do ano'', disse Micheletti. ''Se o interino não tiver essa consciência o novo prefeito, quando assumir, terá sérias dificuldades.'' (M.C.G.)





