Os avanços econômicos e sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram o tema da palestra dada ontem em Londrina, pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele falou por quase duas horas a cerca de 80 dirigentes petistas, vereadores e prefeitos da região no Clube da Costela (zona oeste). O evento, organizado pelo vereador Gláudio Renato de Lima (PT), foi seguido de um almoço por adesão.
''A pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por amostragem domiciliar, mostra efetivamente uma melhora na distribuição de renda, da redução da desigualdade social no País, de pessoas que vivem na extrema pobreza, e que são pobres. Considero dados bastante positivos do País'', salientou o ministro.
O ministro também falou sobre o trabalho desenvolvido pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) órgão ligado ao Ministério do Planejamento que busca financiamentos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para obras de infra-estrutura nos municípios.
Segundo Paulo Bernardo, cerca de 70 municípios brasileiros já encaminharam cartas-consulta demonstrando interesse no financiamento. ''É uma linha de financiamento para infra-estrutura, particularmente para abastecimento de água, esgotamento sanitário, tratamento de esgoto, habitação, obras viárias e estamos neste momento apenas pegando as cartas-consulta, a primeira manifestação de intenção que os municípios tem. Estamos começando a análise, a primeira etapa desse trabalho'', relatou o ministro.
Essa primeira etapa do processo é rápida, mas os recursos somente deverão ser liberados no segundo semestre de 2006. ''Estamos com 70 pedidos, o que de certa forma estrangula nossa capacidade técnica de analisar tudo isso, mas a liberação dos recursos é mais demorada, é um empréstimo internacional que tem que ser aprovado nas instâncias técnicas, no Banco Central, pelo Senado Federal e tem que tramitar tecnicamente na Caixa Econômica Federal. Acho que não leva menos do que seis meses'', avaliou.
Segundo o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), a administração tem três projetos de financiamento com o BID em tramitação. ''Estamos buscando mais três fontes de financiamento junto ao BID. A primeira delas já está na Câmara Municipal, que é o projeto para fazermos viadutos na Leste-Oeste, na Avenida Ayrton Senna com a PR-445, e a duplicação da ponte da Castelo Branco indo para a universidade. Isso dá em torno de R$ 15 milhões. O segundo projeto é o Habitar Brasil 2. Queremos fazer investimentos na área de urbanização e assentamento no fundo de vale do Conjunto Aquiles Stenghel, do Maria Cecília, que dá em torno de R$ 7 milhões. E um projeto de US$ 23 milhões, que dá em torno de R$ 50 milhões, para obras de infra-estrutura para a cidade que está ainda em debate com o BID, mas é um projeto ainda embrionário'', relatou.
Entre as possíveis obras a serem realizadas com esse último projeto, estão a construção dos viadutos de acesso ao Parque Tecnológico, ao pool de combustíveis e à Pontifícia Universidade Católica (PUC), na BR-369. Os financiamentos juntos ao BID são parcelados entre 15 anos a 25 anos com juros em torno de 4% a 5% ao ano.

mockup