Desde que retornou das breves férias, no início da semana, o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), não teve descanso. Os três dias foram marcados por uma maratona de reuniões com secretários e membros do primeiro escalão do governo.
Segundo o prefeito, essas reuniões serviram para coletar as principais demandas de cada setor e definir as estratégias de governo deste ano, que serão debatidas com os secretários antes do Carnaval.
Conforme Nedson, as obras de manutenção da cidade serão a prioridade da administração em 2002. ‘‘A manutenção não vem sendo feita há muito tempo e no ano passado não tive condições de fazer. Faremos a limpeza de bocas-de-lobo, asfaltamento, postos de saúde. Só no outro ano vamos pensar em obras de maior porte.’’ Esses serviços deverão consumir R$ 20 milhões.
Além do controle de gastos, o prefeito também não deve contratar servidores este ano. ‘‘No lugar dos servidores que estão saindo, não haverá mais contratação. Somente o estritamente necessário’’, disse Nedson, descartando demissões.
A folha de pagamentos do município fechou o ano consumindo 63% da receita. ‘‘A expectativa é chegarmos a 54% até o final do ano, como manda a lei.’’
Outro problema virou o ano sem solução: as reformas da ponte sobre do Lago Igapó 2. Esvaziado em maio do ano passado, o impasse, considerado pelo prefeito como ‘‘maior desgaste político de sua administração’’, resultou na queda do então secretário de Obras, o vice-prefeito Luiz Carlos Bracarense (PPS). ‘‘Esse é um problema que enfrentei no passado e espero que não seja mais problema este ano.’’
Para Nedson, o fato de 2002 ser um ano de eleições, não deve atrapalhar a administração municipal, mesmo com as prováveis desincompatibilizações do secretário da Fazenda, Paulo Bernardo (PT) e do presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida (PMDB). Eles deverão se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados. ‘‘Desde o ano passado já tinha essa visão de que essas duas pessoas poderiam vir a ser candidatos. É importante para a cidade ter pessoas que tenham essa perspectiva de se elegerem e representarem a cidade’’, avaliou.

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