No último dia 29, uma reunião a portas fechadas entre o prefeito Nedson Micheleti (PT) e os seis vereadores da comissão que estudava o projeto de concessão dos serviços de água discutiu as alterações propostas pelo grupo terminou com uma garantia: Nedson não vetaria as sugestões formalizadas no substitutivo dos parlamentares, apesar de se mostrar visivelmente contrário a algumas delas. Ontem, o novo substitutivo ao documento encaminhado pelo Executivo, surpreendeu a comissão: não vetou nada, mas alterou praticamente tudo que os seis vereadores tinham proposto.
O projeto entra na pauta em segundo e último turno na sessão extraordinária de hoje, mas, a contar pelo clima ontem dentro e fora dos bastidores, a votação promete ser difícil. Um dos pontos polêmicos que foram modificados foi a sugestão da comissão de que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) gerenciasse os serviços de água e esgoto. De novo, a atribuição é passada pelo prefeito à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Questões como o repasse mensal de 1% do faturamento mensal da concessionária ao Município também encontraram divergência. A comissão pedia percentual mensal de 5%. O novo substitutivo determina 2%. Mesmo itens definidos à época da reunião como não sendo os mais polêmicos, como o do prazo contratual, acabaram sendo derrubados. Os vereadores pediam 10 anos renováveis por mais 10, mas a Prefeitura voltou a insistir nos 15 anos de contrato prorrogáveis por igual período.
O presidnete da comissão especial, Tercílio Turini (PPS), entendeu as alterações devolvidas como ''um retrocesso, algo que desqualifica o substitutivo que fizemos e que conseguimos aprovar por consenso''. Mesmo assim, Turini acredita que a matéria passe ainda este ano mas com ressalvas. ''Estou frustrado, mas vamos fazer de tudo para votar o substitutivo que traz os avanços que a sociedade quer'', disse, referindo-se ao documento do grupo.
Para o ex-líder do governo na Casa, o petista Gláudio Renato de Lima, a nova proposta é ''horrorosa, medonha, desrespeitosa com a Câmara. Precisamos achar um meio termo; isso não pode virar uma queda de braço.''

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