Em entrevista coletiva ontem de manhã, o prefeito Nedson Micheleti (PT) minimizou os efeitos do depoimento de seu ex-aliado, o ex-vereador Orlando Bonilha (PR), contra seu líder na Câmara, Gláudio Renato de Lima. Ao Ministério Público (MP), Bonilha delatou que ele juntamente com Gláudio, Sidney de Souza (PTB), Renato Araújo (PP) e Flávio Vedoato (PSC) comporiam um grupo que lideraria o esquema de cobrança de propina de empresários no Legislativo. Todos negam as acusações. No caso de Gláudio, o argumento é que Bonilha se valera de ''vingança premiada'', referência à cassação de mandato por 18 votos a zero que estaria motivando a delação.
Nedson disse que as acusações contra Gláudio ''carecem de investigação'', mas ressalvou que isso é necessário para ''saber se é verdade o que ele (Bonilha) fala ou se ele fez um rol de denúncias para, na relação com o MP, atenuar a situação dele''. O prefeito disse acreditar na palavra do líder de que não participou de eventuais esquemas de corrupção. ''O Bonilha tentou fazer denúncias das mais variadas - sobre essa relação entre Executivo com a Câmara, via liderança, vamos ver o que tem sustentação e o que o MP vai investigar, o que é verdade pou não, antes de tomar alguma iniciativa.''
O fato de mais de 70% da atual Legislatura estar citada no atual escândalo, na avaliação do prefeito, não afeta a relação institucional entre os dois poderes. ''Essa é uma relação mais da Câmara com a cidade - conosco, é relação institucional.''

mockup