O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), vai explicar à população, em reunião pública no próximo dia 13, por que defende a venda imediata da Sercomtel Celular, sem a realização de plebiscito. De acordo com Nedson, independente de seu resultado, o plebiscito implica em prejuízo para o município. A reunião acontece no Colégio Marista, a partir das 19 horas, com a participação de representantes de associações de bairros, igrejas, sindicatos e lideranças públicas.
O prefeito explicou que, mesmo com resultado positivo, o plebiscito deve prorrogar a venda da Sercomtel Celular para o próximo ano, quando outra empresa (TIM Celular) já deverá ter iniciado atuação em Londrina. Isso poderá implicar na desvalorização da Sercomtel e até mesmo na falta de compradores.
‘‘Com a venda este ano, sabemos que há uma empresa interessada, a TIM, que deve oferecer o preço mínimo do leilão, sem ágio’’, afirmou Nedson. ‘‘Mas, se a venda acontecer quando a TIM já estiver instalada em Londrina, o preço não será o mesmo, porque a Sercomtel deverá ter perdido parte da cartela de clientes. Ou pior, pode não haver compradores. Se não tiver, para que colocar à venda?’’ Hoje, segundo ele, 60% dos usuários de celular são clientes da Sercomtel e 40% da Global Telecom.
Na próxima semana, a prefeitura publica edital de concorrência pública para escolher a empresa de consultoria que vai avaliar a Celular e definir seu preço de venda. O valor da consultoria, segundo o presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, deve ser de R$ 300 mil a R$ 500 mil.
De acordo com Francisco Roberto, para a definição do preço devem ser analisados perspectiva de crescimento no mercado, rentabilidade, eficiência de mercado, carteira de clientes e ativos (prédios, equipamentos e torres) da empresa. ‘‘Eu não chutaria um preço’’, disse. Nedson acredita que a avaliação da Sercomtel Celular seja de R$ 100 milhões a R$ 130 milhões.
A publicação do edital antes da definição dos vereadores, segundo Nedson, é para adiantar o processo de venda. ‘‘Se a Câmara optar pelo plebiscito, cancelamos o edital’’, explicou. Ele se refere ao projeto do Executivo que solicita aprovação da venda sem realização de consulta popular. A matéria, que seria votada ontem em primeira discussão, foi adiada para a próxima semana. (Leia mais sobre a entrevista de Nedson em Folha Cidades)

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