Um dia após a abertura das urnas, o prefeito eleito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), já se mostrou preocupado com os recursos que terá disponível a partir de janeiro. Na próxima semana, ele pretende se reunir com todos os deputados de Londrina, estaduais e federais, e pedir a inclusão de emendas nos orçamentos de 2001. ‘‘Queremos que Londrina seja contemplada nos orçamentos federal e estadual por ação dos nossos deputados. Vou contatar com todos eles e pedir esse apoio no próximo ano.’’
Nedson falou à Folha no final da tarde, num dia dedicado quase que exclusivamente a entrevistas. Hoje ele sai em viagem para descansar da maratona eleitoral e só retorna ao município sábado. Ele não revelou o destino. ‘‘Talvez nem faça viagem, talvez fique aqui trancado’’, brincou. ‘‘Mas tenho que esfriar a cabeça.’’
Depois de começar a campanha em último lugar nas pesquisas de intenção de voto, Nedson acabou o pleito como a grande surpresa, com mais de 150 mil votos. O adversário, Barbosa Neto (PDT), fez 85 mil. ‘‘Foi muito acima do esperado ganhar com essa margem extraordinária. Aliás, a segundo surpresa: a primeira foi ir para o segundo turno. Isso mostra a confiança que o povo depositou na gente.’’
O petista creditou o resultado ao anseio do londrinense em mudar os rumos do município e renovar. ‘‘Isso valeu para os dois candidatos que foram para o segundo turno. A diferença é que fiquei debatendo a cidade com o pé no chão. Se bem que o Barbosa Neto é uma liderança consolidada e com certeza está pavimentando o seu futuro político.’’
Nessa entrevista, Nedson adianta como pretende administrar o município a partir de janeiro, quando toma posse na prefeitura.

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