O prefeito Nedson Micheleti (PT), admitiu ontem, em uma visita à Folha de Londrina, que já está trabalhando na articulação da sua candidatura a reeleição em 2004. Com a eleição de Roberto Requião (PMDB) para o governo do Paraná e Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República, o prefeito considera que terá as portas abertas para incrementar sua administração nos dois últimos anos de governo o que lhe daria cacife para buscar a reeleição. Por isso não pretende perder tempo e já está trabalhando possíveis alianças.
Um dos principais alvos em busca de apoio é o PSDB. Uma clara sinalização foi dada na semana passada, com a nomeação do jornalista Marcos DeFreitas (PSDB) para a Secretaria de Planejamento. O prefeito admite que a nomeação do jornalista para o cargo foi política. DeFreitas foi assessor do deputado federal Alex Canziani (PSDB) inclusive quando este foi Secretário do Trabalho no governo Lerner.
''Conversei com o presidente da Câmara, Tercílio Turini, e o vereador Roberto Kanashiro (ambos do PSDB), e eles indicaram o Marcos DeFreitas. Estou atraindo partidos para que se somem com o PT em 2004'', justificou Nedson.
O PSDB, já representado no governo municipal pelo secretário de Governo, Adalberto Pereira, agora reforçado, se junta ao PFL (Codel), PPS (Chefia de Gabinete) e ao PMDB (Acesf) na administração municipal.
A adesão do PSDB ao PT pode significar futuramente, o não lançamento de uma candidatura própria a Prefeitura de Londrina, ''tirando do páreo'', o deputado federal reeleito, Luiz Carlos Hauly (PSDB).
Hauly disputou a prefeitura nas duas últimas eleições. Em 96, perdeu no segundo turno para Antonio Belinati (sem partido). Em 2000, depois de liderar as pesquisas na maior parte da campanha, acabou ficando de fora do segundo turno, disputado por Nedson e o deputado estadual eleito, Homero Barbosa Neto (PDT).
O deputado considerou a discussão sobre a sucessão municipal um ''equívoco político''. ''Eu acho uma pena que ele (Nedson) esteja preocupado com sucessão e a cidade com tantas carências, problemas para serem resolvidos. É uma surpresa que ele esteja preocupado com a candidatura e a gente preocupado com a cidade'', rebateu. ''Não admito nem penar em discutir isso (sucessão) nesse momento, está distante do bom senso'', alfinetou o deputado.
Conforme Hauly, a participação do PSDB na administração municipal não é partidária. ''Algumas pessoas do partido ocupam o primeiro escalão, mas não foi manifestação partidária, foi escolha pessoal do prefeito dentro de uma mesma posição que o partido vem assumindo desde que o Nedson assumiu'', concluiu.
Com relação a reforma administrativa, Nedson não adiantou com quem está mantendo conversações para assumir a Fundação do Esporte, mas garantiu que a nomeação não deverá ser partidária.

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