Nedson garante que vai manter sua candidatura
Nedson garante
que vai manter
sua candidatura
Patrícia Zanin
O deputado federal Nedson Micheleti (PT) disse ontem que mantém sua pré-candidatura ao governo do Estado, apesar do convite feito pelo senador e pré-candidato ao governo pelo PMDB, Roberto Requião, para que o PT ou o PDT indiquem o vice para sua chapa. Fui candidato na prévia do partido e mantenho minha candidatura. As conversas com o PMDB estão abertas, o que não significa que teremos aliança. Os dois conversariam sobre o assunto em Brasília. O encontro de Londrina acabou não ocorrendo.
Micheleti acredita que, para haver aliança do PT com o PMDB, deve ficar claro aos peemedebistas o papel das esquerdas no Estado e o apoio incondicional à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. Falar que a possibilidade de apoio é para o Lula é fácil. Só bater no FHC não resolve. Aí também batem o Ciro Gomes, o Enéas e até o general Frota, mas queremos ver de que forma concreta isso pode aparecer na campanha. O PMDB pretende subir no mesmo palanque e colocar o nome do Lula em seu material de divulgação?, questiona.
Ele acredita que a posição adesista da cúpula petista a Requião não reflete o sentimento das bases. O desejo é pela can
didatura própria. Não é pacífica uma aliança com o PMDB, principalmente de setores ligados ao movimento sindical, que tem maioria no diretório. É a corrente da qual faço parte.
Micheleti diz que as conversas com o peemedebista acontecerão, mas caberá ao encontro do PT, em 6 e 7 de junho, definir os rumos do partido. Se passar que teremos aliança, faz-se e eu não serei empecilho, garante. Micheleti disse ainda que pretende conversar com o PDT e independente do PT fazer uma aliança com Requião, ele quer que PT e PDT estejam juntos.
Guelmann-O secretário-chefe de gabinete do governador Jaime Lerner (PFL), Gerson Guelmann (foto), pediu exoneração ontem à tarde. Ele vai trabalhar na campanha da reeleição do governador. Ainda não há substituto para a função.
Como cabo eleitoral oficial de Lerner, Guelmann aproveitou a demissão para atacar. Não há mais lugar no Paraná para a raiva, para a visão deturpada dos que desejam condenar o cidadão à eterna dependência dos favores oficiais e dos que fazem da calúnia sua razão de viver, disse.
Esta não é a primeira vez que o secretário deixa o governo para ajudar em campanha. Em 96, ele foi a Londrina para dar suporte a Antonio Belinati (PDT). Em 94, foi um dos coordenadores da campanha de Lerner. Amigo pessoal de Lerner, Guelmann deixa o poder até o resultado das eleições de outubro. (L.D)





