Em Londrina, a audiência pública para prestação de contas aconteceu na Câmara de Vereadores. De acordo com o secretário municipal de Fazenda, Paulo Bernardo, no primeiro quadrimestre desse ano foram arrecadados R$ 125,608 milhões. As despesas totalizaram R$ 103,342 milhões fechando o caixa do município com um superávit de R$ 22 milhões. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um acréscimo de receita de 6%, sendo que os cortes representaram economia de 15%.
‘‘Com a arrecadação e cortes nos gastos, conseguimos quitar R$ 20 milhões em dívidas herdadas da administração anterior, como salários atrasados e fornecedores’’, ressaltou o secretário. Apesar dos resultados positivos obtidos, ele confessou estar apreensivo. ‘‘Se não mantivermos o superávit nos próximos dois quadrimestres, podemos chegar no final do ano com o perigo de naufrágio’’, ressaltou. ‘‘O maior desastre seria não conseguir pagar o 13º salário ou deixar muita conta atrasada e começar o ano que vem com o mesmo problema que enfrentamos esse ano.’’
Segundo o prefeito Nedson Micheleti (PT), o equilíbrio das contas poderá ser assegurado com justiça fiscal. ‘‘Vamos continuar com a cobrança de devedores de impostos e a fiscalização de ISS e partir para a execução para garantir o fluxo de caixa’’, afirmou. Outra meta é baixar o gasto com a folha de pagamentos de 63,4% para 61% até o final do ano. A LRF prevê que o município pode comprometer até 54% da receita com pessoal.
Outro problema orçamentário é a dívida de R$ 143,939 milhões das administrações direta e indireta. ‘‘Mais da metade dessa dívida se refere a contribuições patronais da prefeitura para o Fundo de Previdência da Caapsml (Caixa de Aposentadoria dos Servidores) que não foram repassadas há quatro anos’’, justificou.
Para o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, vereador Leonilso Jaqueta (PMDB), a princípio, a prestação de contas apresentado pelo secretário é animadora. ‘‘Houve uma superávit de quase R$ 22 milhões, apesar dos desmandos que ocorreram no passado. A gente até começa a pensar em investimentos’’, avaliou o vereador, que deverá apresentar o parecer da contabilidade, que será apreciado pelo plenário.

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