Nedson frustra tentativa de encontro com Sindserv
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terça-feira, 17 de outubro de 2006
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Uma tentativa de conversa entre o prefeito Nedson Micheleti (PT) e três diretores do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv), ontem à tarde, ficou na intenção. O encontro aconteceria na Fundação de Esportes de Londrina (FEL), no início da tarde, onde as partes ficaram cerca de 10 minutos separadas apenas por uma porta. Nedson se recusou a conversar e deixou o local às pressas, pela porta dos fundos.
Os três diretores do Sindserv - o presidente Marcelo Urbaneja e as diretoras Marli Coronado e Ieda Zamuna foram recebidos pelo secretário municipal de Governo, Adalberto Pereira da Silva, que por duas vezes consultou o prefeito sobre a possibilidade de conversar.
Com a justificativa de que queria ''conversar amigavelmente'' com o prefeito, Urbaneja tentou convencer o secretário a obter um retorno positivo por parte de Nedson. As duas consultas aconteceram em uma sala mais reservada da Presidência da FEL, onde estava o prefeito. Nas duas oportunidades, Silva trancou a porta ao entrar e, na volta, teve a mesma resposta: se fosse para ele próprio receber alguma proposta de acordo, que ela fosse protocolada. ''Se for para falar com o prefeito, ele não vai receber vocês'', avisou o secretário. Na segunda vez, porém, havia uma justificativa: ''O prefeito não está mais aqui, foi embora'', disse.
Os diretores pediram a Silva que lembrasse Nedson do acordo que pôs fim à greve de 2005, mas que ainda não foi cumprido pela administração. Nos quatro itens aprovados em assembléia, em 5 de abril do ano passado, o prefeito assinara a lista que, por exemplo, estabelecia a negociação dos 31 dias parados e a formação de uma comissão de servidores que acompanharia a evolução de caixa da Prefeitura. Silva garantiu que levaria o pedido ao prefeito.
O secretário de Governo evitou entrar em detalhes sobre a recusa em estabelecer um diálogo, ainda que informal, entre as partes. ''Greve é uma matéria afeta ao prefeito; ele me disse apenas que não os receberia, e ele é quem se manifesta sobre o assunto. Os secretários não estão autorizados para isso'', encerrou.
De acordo com Urbaneja, no encontro não seria apresentada uma proposta de negociação. ''Queríamos conversar sobre a Lei de Responsabilidade, pois o artigo 22 autoriza a reposição salarial. Queríamos ainda expor que o servidor de R$ 700 de salário médio teve R$ 7 mil de perdas nesses cinco anos, e o acordo que encerrou a greve de 2005. Ou ele nos atende em número reduzido, ou vai enfrentar caravanas nossas'', sugeriu.
Hoje, a categoria se reúne em assembléia em frente ao prédio da Prefeitura para avaliar o movimento iniciado em 8 de agosto. Além do encontro de ontem, outro foco dos debates deve ser a audiência de conciliação feita no Fórum entre Município e Sindserv, anteontem, determinada pela Justiça e encerrada sem acordo pela reabertura das Unidades Básicas de Saúde (SUS). Entretanto, liminar judicial impede o sindicato de promover piquetes nesses locais e na Usina de Asfalto do Município, reaberta ontem.


