Nedson espera manutenção de veto
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sábado, 21 de janeiro de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT) garantiu ontem que não deverá recorrer à Justiça caso a Câmara de Vereadores, derrube o veto ao projeto que prevê a realização de uma licitação para concessão dos serviços de água e esgoto.
O projeto foi aprovado nos termos do substitutivo de autoria da Câmara e foi integralmente vetado no início do mês pelo prefeito em exercício, Luis Fernando Pinto Dias (PT). A intenção da prefeitura, era renovar o contrato com a Sanepar sem licitação, o que garantiria o direito de participação na gerência e na definição de investimentos.
Nedson ainda disse que não deverá tentar uma interlocução com os vereadores até o reinício dos trabalhos da Câmara, no próximo mês. ''A Câmara tem claro qual a minha visão sobre esse projeto. Hoje não teria ponto nenhum a mais a acrescentar ou esclarecer qualquer vereador. Acho que cada vereador tem essa informação para em cima disso votar conforme a sua consciência, conforme avaliar que seja melhor para a cidade'', afirmou.
O prefeito acredita que caso os vereadores derrubem o veto, a Sanepar deva fazer valer a renovação contratual firmada em 1996, pelo então prefeito Luiz Eduardo Cheida (ex-PT hoje PMDB), que garante a concessão do serviço até 2034. ''A Sanepar disse que não aceita com aquelas condições (do substitutivo). O que a Sanepar vai fazer é continuar operando e reconhecendo como renovação aquele contrato feito no passado, quando o Cheida era prefeito. Vamos perder a grande oportunidade de avançar na relação de gestão da questão da água na cidade de Londrina. Será lamentável se isso acontecer, mas os vereadores todos têm essa informação, sabem desse impasse que será criado e creio que a Sanepar vai ficar contente por não precisar ampliar nada e não ser controlada na cidade'', avaliou.
Para derrubar o veto do prefeito, serão necessários dez dos 18 votos da Câmara. ''Estamos debatendo isso há dois anos, avançamos bastante, a cidade iria ganhar muito seja no controle, investimento, contrapartidas sociais, ambientais e não tivemos aceitação na Câmara'', concluiu.


