Nedson envia à Câmara projeto sobre venda da Celular
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terça-feira, 22 de maio de 2001
Silvana LeãoDe Londrina 
O prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT) voltou a enfrentar resistências da Câmara de Vereadores ontem, ao encaminhar novo projeto revogando a exigência de plebiscito para a venda da Sercomtel Celular e a obrigatoriedade de somente vender as ações da empresa em Bolsa de Valores. Matéria semelhante enviada há duas semanas nem chegou a ser votada, porque a Comissão de Justiça do Legislativo entendeu que cada assunto deveria ser tratado separadamente, em projetos específicos. No projeto anterior, o prefeito também tratava da forma como deveria ocorrer a alienação das ações. Para a comissão, não seria possível discutir a venda de ações sem votar a revogação do plebiscito.
O projeto encaminhado ontem só difere do anterior ao abordar a alienação de ações. Porém, o presidente da Comissão de Justiça, Rubens Canizares (PHS), não quis antecipar o parecer. Vamos ter que analisar o assunto, já que novamente o Executivo trata de dois assuntos no mesmo projeto, declarou. Canizares afirmou, porém, que resolvido este problema técnico, o parecer à revogação do plebiscito será favorável por ser uma prerrogativa do prefeito. A assessoria de imprensa de Nedson informou que o prefeito não vê compatibilidade entre os dois projetos de lei.
Anteontem à noite, durante reunião, a Executiva municipal do PT decidiu apoiar a venda da Sercomtel Celular e a revogação do plebiscito. Segundo o presidente do diretório local, Jacks Dias, a venda da empresa obteve 18 votos e apenas um integrante da executiva foi contra. A revogação do plebiscito foi aprovada por 17 votos a 5. Jacks Dias justificou a venda dizendo que a Celular ficou encurralada pela política de privatizações do setor, feita pelo Governo Federal. Não podemos vender em outros municípios, mas outras companhias podem operar aqui, afirmou.


