Nedson encerra discussão sobre venda da Sercomtel
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quarta-feira, 05 de abril de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Em rápido encontro com a imprensa ontem, o prefeito Nedson Micheleti (PT) deixou claro que não vai mais abordar a questão da venda da Sercomtel Celular em sua gestão. Na terça-feira, a Câmara de Vereadores de Londrina arquivou o projeto que pedia a revogação da lei que condiciona a venda da telefônica à realização de um plebiscito. ''Na minha gestão, pelo menos, não vejo mais possibilidade de esse debate voltar à tona'', sentenciou.
Nedson vinha defendendo desde fevereiro a revogação da lei de 1998 que insituía a consulta popular, como forma de, assim, o Executivo ter liberdade para analisar as condições da empresa junto ao mercado financeiro. A justificativa é o déficit de R$ 4,6 milhões registrados pela Sercomtel Celular em 2005.
Liderados pelo autor do projeto, vereador Renato Araújo (PP) que teve assinatura de outros seis edis , os parlamentares até aprovaram o documento em primeiro turno, no início de março. Ao mesmo tempo, funcionários da Sercomtel se mobilizaram para protestar contra a decisão da Câmara e questionar o argumento do prefeito.
''Estamos em um momento de altíssimo nível de concorrência nessa área de telefonia. Vemos companhias concorrentes vendendo telefones celulares a R$ 1, com mercados globais, enquanto a Sercomtel tem uma atuação mais restrita, só em Londrina'', afirmou Nedson. ''Não podíamos ter um plebiscito para decidir questão tão técnica e que exige um acompanhamento cotidiano de mercado'', avaliou.
O prefeito ainda sugeriu que, se fosse derrubada a lei que condicionava a venda da empresa ao plebiscito, logo em seguida poderia contratar os serviços de uma consultoria capaz de fazer uma ''análise profunda'' desse setor de mercado. O arquivamento inviabiliza a idéia.
Questionado se a saída para a Celular, hoje, seria efetivamente a venda, Nedson recuou: ''Quando começamos a debater esse tema, em 2001 (ano do plebiscito), estávamos com mais de 60% do mercado. Hoje, beiramos os 30%. Não sei mais qual seria o melhor momento de venda, nem se teríamos agora condições para isso''. Informações divulgadas pela direção da Sercomtel dão conta que a Celular detém 42% do mercado local.
Sobre possíveis parcerias a exemplo do que a Copel, também acionista, fará para expandir a telefonia fixa no Estado , Nedson resumiu: ''A única parceria que pode ser feita é com o cidadão londrinense para que ele compre o telefone celular da Sercomtel, não tem outro caminho''. Se a administração adotará alguma medida específica pela recuperação da telefonia móvel? ''Bastante propaganda, mas não precisam esperar venda de celular a R$ 1, pois a empresa não tem essa capacidade de concorrência''.


