Nedson é entrevistado fala sobre dívidas
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sábado, 14 de agosto de 2004
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina poderá iniciar 2005 sem dívidas não negociadas. Essa é a previsão do prefeito Nedson Micheleti (PT), que disputa a reeleição no dia 3 de outubro. Nedson foi o candidato entrevistado ontem no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), para a parceria Folha de Londrina/Rádio CBN/TV Tarobá. Outros dois candidatos já foram entrevistados e até o dia 18 de setembro, os demais postulantes ao cargo poderão colocar aos eleitores suas principais propostas de governo.
Em janeiro de 2001, quando Nedson assumiu o cargo, o município acumulava uma dívida de cerca de R$ 500 milhões, com a Cohab e a Caixa de Assistência e Aposentadoria do Servidor Municipal (Caapsml). ''Tínhamos dívidas vencidas, para serem pagas no orçamento daquele ano. Então renegociamos dívidas da Cohab e parcelamos por 16 anos. Tínhamos também o endividamento na Caapsml de mais de R$ 100 milhões. Fizemos inicialmente parcelamento e agora transformamos em dívida fundada, parcelada em 35 anos'', relatou.
''Ainda tínhamos dívidas antigas com fornecedores. Assumimos a questão da Frente de Trabalho que não havia recolhido para o INSS por 18 anos. Com essa regularização, parcelamos a dívida de R$ 25 milhões com o INSS. O que ainda não foi negociado e que estamos tentando é a dívida com a Sanepar. Se não conseguirmos essa negociação, entramos em 2005, de acordo com o último cálculo, com uma dívida de R$ 10 milhões. Se conseguirmos, a dívida de curto prazo será irrisória'', contabilizou Nedson.
O pagamento destes parcelamentos e o custeio da máquina, segundo o candidato, consomem 95% do orçamento do município. ''Antes os pagamentos superaravam o orçamento. Temos uma margem de investimento de 5% e a meta é ampliar esta margem'', disse.
Segundo Nedson, um dos desafios da reeleição será mostrar aos londrinenses as obras realizadas nos três anos e meio de administração. Conforme o prefeito, na sua administração, foram gastos cerca de R$ 2,7 milhões com publicidade. ''Em 2003, foram gastos R$ 1,8 milhão, em 2004, R$ 900 mil, e nos dois primeiros anos praticamente zero. É importante investir em comunicação para que o cidadão saiba o que está sendo feito'', justificou.
O empresário Yukio Ajita, que acompanhou o debate no auditório da Acil, gostou do desempenho do prefeito. ''Acho que foi muito bem. Em campanha todo mundo fala o bem, mas achei muito coerente, positivo. Pretendo acompanhar todas as outras (entrevistas)''.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Alvino Aparecido Filho, acredita que o prefeito deveria aprofundar as propostas para a segurança pública. ''Aprofundar o debate no sentido de termos a polícia comunitária'', afirmou.
O entrevistado do próximo sábado será o ex-prefeito e candidato pelo PSL, Antonio Belinati.


