Questionado sobre as denúncias de despesas não declaradas em sua campanha, o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), continua reafirmando que gastou ''absolutamente tudo'' o que declarou à Justiça Eleitoral, ou seja, cerca de R$ 1,3 milhão. Se, desde o início das investigações o chefe do Executivo municipal tem negado com veemência os R$ 6,5 milhões não registrados denunciados pela ex-assessora financeira de sua campanha, Soraya Garcia, ontem ele adiantou que vai contestar não apenas ela, como também pessoas que trabalharam no pleito.
Nedson se refere a profissionais de sua campanha pela reeleição que depuseram à Polícia Federal (PF) nas últimas duas semanas e confirmaram ter recebido pagamento por fora do combinado em recibo. Entre eles, destacam-se funcionários das equipes de comunicação, de segurança e de produção de jingles. Testemunhas ouvidas no inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF) apontam mais de R$ 100 mil de despesas não declaradas na prestação de contas da campanha de reeleição de Nedson. Das 24 pessoas ouvidas, 12 afirmaram ter recebido valores não contabilizados.
Acompanhando o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) em inauguração de obras na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o prefeito se disse ''o maior interessado na apuração dos fatos'' e ainda cobrou ''rapidez e objetividade'' nas investigações. ''Que apurem e apresentem essa documentação toda que afirmam estar reunindo, até para que eu a conteste. Reafirmo: não operamos com caixa dois, tampouco o organizamos. O que essa senhora (Soraya) aí diz não é verdade. Nem comício fizemos'', garantiu.
Sobre os depoimentos de profissionais que atuaram em sua equipe, Nedson não quis citar se estariam então mentindo à PF, mas adiantou que deve tomar atitude semelhante com eles: ''Isso (pagamento não registrado) não houve, e vou fazer a contestação de todos, de cada uma dessas afirmações. Sequer tive acesso ainda aos depoimentos deles'', completou.

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