O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), determinou ontem que seja apurado ''nos mínimos detalhes'' o caso do professor municipal Odenir Machado Viegas Júnior, que teria recebido normalmente os salários de janeiro, fevereiro e março, mesmo estando preso desde o dia 6 de dezembro de 2004. ''Se houve má-fe de alguém na condução do processo serão tomadas as medidas administrativas'', disse Nedson, que suspendeu os pagamentos do professor.
A secretária Municipal de Educação, Carmem Sposti, não acredita em má-fé. ''Tenho absoluta certeza que não foi dolo, má-fé. Se isso ocorreu, foi um equívoco'', afirmou.
Segundo Carmem, as secretarias de Educação e Gestão Pública passaram o dia de ontem levantando documentação a respeito do servidor. Conforme dados da Educação, Viegas Júnior teria sido cedido à Câmara de Vereadores em 2000. Carmem chegou a afirmar que a secretaria estaria solicitando à Câmara, desde fevereiro, o encaminhamento dos boletins de frequência do professor.
Conforme o diretor da Câmara, Viegas Júnior trabalhou no órgão entre 2003 e 2004 e foi devolvido para a Secretaria de Educação no início deste ano. ''Tem um ofício da administração solicitando que os servidores cedidos se apresentassem no dia 10 de janeiro e ele não se apresentou, já deveria estar detido. Estamos verificando se foi dado ciência a ele sobre essa apresentação.''
Conforme Carmem, os valores terão que ser ressarcidos. ''Não vamos sob hipótese nenhuma permitir prejuízo ao erário. O recurso terá que ser devolvido seja pelo beneficiário, seja por quem autorizou o pagamento'', concluiu. O professor recebe mensalmente cerca de R$ 1,1 mil.

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