Até 31 de dezembro de 2008, a administração municipal não vai propor a venda da Sercomtel Fixa ou Celular , apesar de balancetes com prejuízo ou de pressão na Câmara de Vereadores. A garantia foi dada ontem à tarde pelo prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), que apesar disso reafirmou ser favorável à privatização desde 2001. ''Mas respeito o plebiscito daquele ano. Se o londrinense não quer a venda, vamos respeitar a decisão.''
O prefeito admitiu que a posição da administração como um todo diverge da de seu líder no Legislativo, vereador Gláudio Renato de Lima. Na sessão da última terça-feira, o debate voltou à tona com a apresentação de balancetes de déficits de quase R$ 1,3 milhão na Fixa e na Celular. Após a discussão em Plenário, Lima afirmou ser favorável à venda sem a necessidade de plebiscito. Na opinião do parlamentar, a discussão não abriria espaço para ''debates ideológicos, e sim de mercado''.
Questionado se a postura do vereador não é incoerente com a sua, Nedson negou. Mas não deixou de estranhar a posição da Casa, que foi a autora da lei que pediu obrigatoriedade de consulta popular para o assunto. ''Estranho discutirem isso agora, pois em 2001 o preço de venda era alto, e não tive apoio. Não pretendo mudar agora a legislação'', disse.
Mesmo afirmando que ''no decorrer do tempo a Sercomtel terá cada vez mais dificuldades'', o prefeito poderou que medidas de marketing na venda de produtos e serviços da telefônica devem reverter, ou pelo menos amenizar a situação. Dono de 45% das ações da empresa, via Copel, o governador Roberto Requião (PMDB) não quis comentar a possível venda. ''Não tenho nada a ver com isso''.

mockup