Nedson define hoje participação do PMDB
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sexta-feira, 03 de dezembro de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A participação do PMDB na segunda administração do prefeito Nedson Micheleti (PT), que se inicia em janeiro, deverá começar a se definir hoje. O prefeito irá se reunir com a deputada estadual Elza Correia (PMDB), apenas dois dias depois do PMDB do Paraná formalizar independência ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e pedir a saída dos dois ministros peemedebistas do governo federal.
Na avaliação da deputada, o posicionamento dos partidos nos âmbitos estadual e nacional não deverão interferir na relação com o PT em Londrina. ''Ele (Nedson) me ligou hoje (ontem) pela manhã e ficamos de conversar amanhã (hoje). Vamos ouvir o prefeito. Não negociamos cargos, o apoiamos condicionando a nada. Vamos ouvir o que o prefeito tem a dizer. O (governador Roberto) Requião (PMDB) tem sido grande aliado do Nedson. Para nós não muda nada. Esse afastamento é necessário para a gente ter independência, autonomia em caso de decisões e apoiamentos. É uma coisa perfeitamente natural, não se pode algemar um ao outro, não dá para ir a reboque'', argumentou.
Elza disse ser favorável à postura adotada pelo PMDB do Paraná. ''O PT é nosso aliado histórico e, nas coisas que convergirmos, tudo bem. Onde houver divergência vamos colocar nossa posição. A posição que o Paraná vai tomar será de um distanciamento porque o partido tem que ter uma autonomia, uma proposta de plano econômico e um projeto de ação política. Foi uma decisão de maturidade do PMDB. Temos que resgatar nosso espaço. Para mim foi o referendo de uma posição que já defendia. A gente tem direito de lançar candidato próprio, inclusive para a presidência da República, o PT tem direito, porque senão seríamos um único partido'', concluiu.
A reportagem tentou entrar em contato com Nedson, mas ele não foi localizado ontem à noite.


