Apesar de divulgado há uma semana, o estudo feito pela Controladoria da Câmara de Vereadores de Londrina nas receitas e despesas do Executivo recebeu ontem a primeira contestação do prefeito Nedson Micheleti (PT).
O assunto veio à tona quando, em entrevista à Folha, à noite, Nedson fora questionado sobre os argumentos dados a representantes da sociedade civil quanto ao incremento de gastos com pessoal este ano - segundo a análise divulgada na quarta e encaminhada à administração no dia seguinte, de forma oficial, para este ano estão projetados R$ 224,7 milhões de gastos com pessoal, um aumento de 12,35% em relação a 2005. O levantamento foi feito com base em documentação fornecida pela Prefeitura ao pedido de informações da Comissão de Trabalho da Casa.
''Não tem por onde (ter crescido assim). Este ano foram apenas 40 funcionários (do setor de Licitação) com (abono de) R$ 800, tudo isso em um universo de 10 mil servidores ativos e inativos. A mais que isso, houve mais apenas a promoção de 1,1 mil professores'', atestou. Se discorda do percentual, então? ''Dessa ordem, sim''.
O petista discordou pela primeira vez, também, do impacto de 16% que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) apresentado anteontem às entidades, pelo Sindserv, teria gerado à folha com pessoal no ano passado. O número foi fornecido por estudo do Dieese, encomendado pelo sindicato, e com base em prestações de contas do Município.
A reunião pleiteada por representantes de entidades com o prefeito aconteceu na casa dele. Mas foi classificada por Nedson como ''visita'', não como encontro oficial. O prefeito evitou dar detalhes sobre a conversa. ''Queriam saber por que a Lei estabelece limites legais. Foi uma conversa simples, tranquila'', desconversou.
A reportagem tentou contato com o articulador do assunto fim da greve entre as entidades civis, o presidente da Acil, Rubens Benedito Augusto, mas ele não atendeu o telefone. A reunião com o prefeito não foi divulgada. (J.G.)

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