Nedson confirma saída de Bracarense
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quarta-feira, 21 de novembro de 2001
Cristiane Oya<BR>De Londrina 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), confirmou ontem a exoneração do vice-prefeito Luiz Carlos Bracarense (PPS) da Secretaria de Obras, conforme havia antecipado a Folha no início da semana. Em seu lugar, vai assumir o engenheiro civil Aloysio Freitas, atual assessor de planejamento da Prefeitura de Matinhos, no Litoral do Estado. A queda de Bracarense ocorreu devido ao desgaste provocado pela polêmica do Lago Igapó.
Freitas vai acumular as funções de presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e o Pavilon, que deverão ser extintos. Além de Bracarense, saem do governo a superintendente da Autarquia de Serviços Funerários (Acesf), Cláudia Prochet, também filiada ao PPS, e o presidente do Ippul, Jurandir Guatassara. Wilson Battini (PMDB) assume hoje a Acesf.
''Estou ainda em conversação com Bracarense, que estará a partir desse momento atuando junto comigo como vice-prefeito'', desconversou o prefeito, negando que a saída de Bracarense tenha sido motivada pelo impasse criado com as obras do Lago Igapó. Ele também negou a informação de que há um racha entre o PT e o PPS, apesar da saída de dois nomes do partido. O chefe de gabinete, Jorge Coimbra, que também é do PPS, permanece no governo.
O presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), outro nome que estava cotado para deixar o governo, permanece no cargo. A AMA e a Fundação do Esporte serão transformadas em secretarias.
''Assumindo vou ter que tomar conhecimento dos problemas: a questão do Igapó e o trânsito. O desafio é grande'', disse Freitas, após o anúncio. ''A Acesf não é muita novidade porque eu fui superintendente durante quase seis anos, no governo de Wilson Moreira (década de 80), então já tenho uma certa experiência'', garantiu Battini.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Otávio Cesário Pereira Neto, também deve se desligar do governo. O orgão será extinto e o trabalho passará a ser desenvolvido por uma organização não-governamental (ONG) ligada ao setor empresarial da cidade, chamada Agência de Desenvolvimento.
Também está no projeto do Executivo, a extinção das subprefeituras. ''A responsabilidade para a gestão dessa questão ficará a cargo da secretaria de Agricultura, que já tem relação direta com os conselhos distritais'', justificou Nedson. As Secretarias da Mulher e do Idoso, comandadas por Ligya Pupatto e Maria Angela Santini, respectivamente, serão integradas ao projeto Rede da Cidadania. Mas essas mudanças estão previstas para uma segunda etapa da reforma.


