Nedson confirma Bernardo na Fazenda
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O prefeito eleito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), confirmou ontem o nome do secretário estadual da Fazenda do Mato Grosso do Sul, o ex-deputado federal Paulo Bernardo (PT), como titular da secretaria da Fazenda no município a partir de de 2001. O convite foi feito na semana passada e aceito oficialmente no final da manhã de ontem.
Paulo Bernardo é o segundo nome do primeiro escalão divulgado pelo novo governo. O primeiro foi o do advogado Wilson Sella, assessor jurídico do prefeito eleito, mas Nedson ainda não revelou qual pasta ele vai ocupar. O restante da equipe deve ser anunciado de uma só vez, até sexta-feira da semana que vem.
Nedson disse que abriu exceção a Paulo Bernardo, anunciando antecipadamente o convite, por causa do cargo que o ex-deputado ocupa no governo de Zeca do PT. Ele teria que articular a saída com o Zeca. Apenas por isso antecipamos, disse o prefeito eleito. O prefeito eleito acrescentou que pesou no convite o perfil técnico de Paulo Bernardo e o trânsito que ele tem em Brasília. Tudo isso foi levado em consideração, afirmou.
Segundo o ex-deputado, o vínculo afetivo que guarda por Londrina foi o principal responsável por fazê-lo trocar uma secretaria de estado por outra municipal. Fui duas vezes deputado eleito por Londrina, mantenho meu título aqui e isso, aliado ao desafio de recuperar economicamente o município, me fizeram aceitar o desafio, justificou.
O novo secretário disse que em cerca de 10 dias deve estar definitivamente em Londrina para acompanhar de perto o trabalho da equipe de transição. Até lá, segundo já ficou combinado com o governador Zeca do PT, vai concluir um trabalho no Mato Grosso do Sul relativo ao fundo de previdência.
Mesmo avaliando a situação do município como caótica as dívidas chegam a R$ 500 milhões Paulo Bernardo acredita que somente com a posse será possível avaliar o tamanho das dificuldades. Vamos ter que estabelecer escalas de prioridades, disse já elegendo o salário dos servidores e os pequenos fornecedores como os primeiros das listas de pagamento.
Paulo Bernardo não quis adiantar se serão necessárias medidas drásticas para acertar as finanças como demissão de servidores. O partido não tem esse perfil (de demissão), destacou. Mas observou que no Mato Grosso do Sul foi preciso implantar um plano de demissão voluntária. Por isso é difícil falar antecipadamente.
Sobre a polêmica do apoio ao prefeito cassado Antonio Belinati (sem partido) no segundo turno das eleições de 96, Paulo Bernardo reafirmou que esse é um problema que já foi superado. Primeiro que eu não tive nada a ver com as irregularidades. E as investigações estão muito bem encaminhadas e vamos torcer para que vão até o fim. O ex-deputado também não descartou participar de uma nova eleição para a Câmara Federal daqui a dois anos.
Paulo Bernardo também confirmou a dobradinha com o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (sem partido) nas eleições de 98, o que, segundo ele, justificou o fato de seu nome ter aparecido na lista de gastos de Cassimiro Zavierucha, o Carlos Júnior, tesoureiro do prefeito cassado.


